16/03/2015

Projeto de estatuto profissional da Polícia de Segurança Pública – breves notas

I
As linhas que se seguem não constituem uma análise pormenorizada do projeto do estatuto profissional da Polícia de Segurança Pública, cingindo-me apenas a alguns aspetos que considero mais marcantes.
A primeira nota relativamente ao projeto vai para a condição policial (art.º 4.º). Trata-se de um arranjo do art.º 2.º da Lei de Bases Gerais da Condição Militar, tendo como destinatários finais os polícias. Realmente o jurista encarregue da redação poderia ter sido um pouco mais criativo, mas se repararem até o número de alíneas é igual, o conteúdo adaptado e tal como na versão original em nove dessas alíneas apenas uma consagra direitos.
Ainda neste artigo consagra-se uma fórmula de “solene juramento policial”, um misto de juramento de bandeira constante do Estatuto dos Militares das Forças Armadas (EMFAR), com o Estatuto dos Militares da Guarda Nacional Republicana (EMGNR), com o juramento de fidelidade dos Oficiais e Sargentos e com o compromisso de honra dos guardas desta força de segurança de natureza militar.
 II
Mas, logo de seguida, este projeto dá uma guinada brusca em direção à Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas (LGTFP), sendo que esta por sua vez remete para o Código do Trabalho (CT).
E é da LGTFP que se importam o número de dias de férias, o regime das faltas e das licenças, das horas de trabalho (com algumas adaptações). Mas quanto ao horário de trabalho “os polícias não podem recusar-se, sem motivo justificado, a comparecer no seu posto de trabalho ou a nele permanecer para além do período normal de trabalho, nem eximir-se a desempenhar qualquer missão de serviço, desde que compatível com a sua categoria”, compensado “pela atribuição de crédito horário, nos termos a definir por despacho do diretor nacional”.
 III
Depois, estabelece três categorias: Oficial de polícia, Chefe de polícia e Agente de polícia. Uma compartimentação idêntica à das Forças Armadas e da GNR, mas sem correspondência no número de postos existentes nas três categorias, os quais ao que consta nas novas versões dos seus estatutos serão alvo do acréscimo de um posto em cada categoria.
Os polícias destas três categorias desenvolvem um conjunto de funções, indo-se aqui mais uma vez à LGTFP buscar a inspiração para deixar bem vincado que “a descrição do conteúdo funcional não constitui fundamento para o não cumprimento do dever de obediência e não prejudica a atribuição aos polícias de funções não expressamente mencionadas, que lhe sejam afins ou funcionalmente ligadas, para as quais detenham qualificação e que não impliquem desvalorização profissional”.
policiaIV
No desenvolvimento da carreira, veda-se o acesso das categorias profissionais dos Agentes e de Chefes de polícia à categoria de Oficiais por outra via que não seja a frequência do mestrado integrado no Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna, o que está alinhado com o que (segundo os órgãos de comunicação social) tem vindo a ser defendido pelo presidente do Sindicato dos Oficiais de Polícia.
Relativamente àqueles que do antecedente ascenderam a essa categoria, refere-se que “para salvaguarda do desenvolvimento da carreira dos polícias integrados na carreira de oficial de polícia não habilitado com o CFOP ministrado pelo ISCPSI é reservado um terço das vagas colocadas a concurso de promoção para as categorias de comissário e subintendente”.
Depois, equipara-se a carreira de Oficial de polícia a uma carreira especial de complexidade funcional de grau 3, a de Chefe de polícia e a de Agente de polícia a uma carreira especial de complexidade funcional de grau 2, mais uma vez na esteira da LGTF.
No caso concreto dos Chefes de Polícia, aparece a figura do Chefe Coordenador. Se analisarmos a correspondência com a posição remuneratória que existe na GNR e nas Forças Armadas, vemos que se pretende criar algo idêntico ao Sargento-Mor. No caso do projeto de estatuto da PSP as posições remuneratórias são a 29 e a 30, o que tem implicações em termos de vencimento. Mas, no caso do Agente Coordenador há uma equiparação perfeita com o Cabo-Mor, nas posições 20 e 21. Idêntico porque até agora o Sargento-Mor na GNR e nas Forças Armadas tem duas posições remuneratórias a 29 e a 32. Será que também se preparam para fazer o mesmo na GNR e nas Forças Armadas?
V
Sobre a transição para a pré-aposentação estabelece-se que “é a situação para a qual transitam os polícias que declarem manter-se disponíveis para o serviço desde que se verifique uma das seguintes condições:
a)Atinjam o limite de idade estabelecido para a respetiva categoria;
b)Tenham pelo menos 55 anos de idade e 36 anos de serviço e requeiram a passagem a essa condição;
c)Sejam considerados pela Junta Superior de Saúde com incapacidade parcial permanente para o exercício das funções previstas para a sua categoria, mas apresentem capacidade para o desempenho de outras funções”.
Ouvi logo muita gente a tecer loas aos “55 anos e 36 de anos de serviço”, havendo alguns incautos que nas redes sociais, utilizando a linguagem do “coitadito” afirmaram de imediato que “afinal podia ser pior”. Só duas notas, desaparecem os acréscimos de tempo de serviço e não vejo em lado nenhum a consagração de um regime transitório, de onde resulta um aumento da permanência na polícia para quem já está ao serviço e para quem ingressa. Assim, doravante para se ir embora aos 55 anos tem que se ingressar na carreira policial aos 19 anos.
Depois, dá-se a “benesse” de na situação de pré-aposentação, os polícias poderem prestar serviço compatível com as aptidões físicas e psíquicas que apresentem, em conformidade com os respetivos conhecimentos e experiência profissionais e de acordo com as necessidades e conveniência dos serviços, não lhes podendo ser cometidas funções de direção ou comando, salvo em casos excecionais, devidamente fundamentados, num regime definido por portaria do membro do Governo responsável pela área da administração interna. O que acarretará penalizações no vencimento e na pensão de aposentação.
VI
  1. Estamos perante um documento se carateriza por uma espécie de “mixórdia temática”, onde se caldeiam normas originárias de um vasto espectro, dando a sensação que estamos perante um repositório de normas cinzentas que visam a lesão dos seus destinatários (condição policial, férias, faltas, licenças, pré-aposentação, aposentação);
  2. Para o efeito, recorreu-se às normas em vigor nas Forças Armadas, na Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas e por arrastamento ao Código do Trabalho;
  3. Em seguida, vincar a ausência da possibilidade de progressão para a carreira de oficiais por outra via que não seja a do ISCPSI, ao contrário do que acontece em muitos países da Europa. Tal como não se pode deixar passar em branco a falta de equiparação, em termos de vencimento do Chefe Coordenador com Sargento-Mor, desconfiando-se desde já dos propósitos subjacentes a tal opção e das suas implicações laterais. Como se já não bastasse a impossibilidade de ascensão senão via ISCPSI ainda se corta nas posições remuneratórias no topo da carreira;
  4. Gostaria ainda de frisar que o texto se encontra pejado de normas que remetem para diplomas a aprovar, o que leva a crer que se está prestes a lançar uma bomba que depois irá rebentar nas mãos do próximo executivo.
 Em suma, um grande passo em frente no sentido da flexibilização e precarização do serviço policial, o que afectará negativamente quem já presta serviço e contribuirá, a nosso ver,  para desincentivar qualquer jovem esclarecido e ciente da nobreza de que se devia revestir o exercício das funções policiais a não se submeter a recrutamento.
 Sousa dos Santos

Segurança e Ciências Forenses

PSP Governo propõe-se pagar bónus por multas e detenções

Anabela Rodrigues, ministra da Administração Interna, terá proposto no novo estatuto para a PSP que os agentes sejam compensados com um bónus que depende do número de multas e detenções realizadas.Governo propõe-se pagar bónus por multas e detenções
A PSP tem até a próxima semana para decidir sobre a proposta feita pelo Governo relativamente ao novo estatuto desta força especial, dá conta o Expresso. No documento, o Governo mostra-se disponível para oferecer bónus em troca de produtividade.
Do plano de incentivos, explica o semanário do grupo Impresa, fazem parte compensações monetárias, formação suplementar ou mais três dias de férias. Porém, para conseguir estas ‘melhorias contratuais’ será avaliado o desempenho dos agentes em termos de número de detenções e multas passadas.
Os sindicatos da Polícia já se mostraram contra a proposta do Governo. "Em democracia, aplicar prémios na PSP é grave, uma vez que pode representar um 'massacre' para o cidadão", alerta Peixoto Rodrigues, do SUP/PSP.
Os responsáveis sindicais dão ainda conta de outros aspetos que merecem crítica, nomeadamente a eliminação do subsídio de risco, redução do número de férias e imposição de pré-reforma aos 55 anos, bem como a alteração do horário semanal para 40 horas.

REINTEGRAÇÃO



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Ministério Público Criado suplemento de 1.200 euros para magistrados

A atribuição aos magistrados do Ministério Público de um suplemento mensal de exclusividade e disponibilidade de 1.200 euros e um ordenado de ingresso na carreira de 3.000 euros constam do projeto de revisão dos Estatuto do MP.Criado suplemento de 1.200 euros para magistrados
Segundo o projeto de Estatuto, a que a agência Lusa teve acesso, a remuneração para quem ingressa na carreira (índice 100), que se inicia com o começo da formação como auditor no Centro de Estudos Judiciários, é atualizado para os 3.000 euros (atualmente é de 2.423,54 euros).
A título de suplementos, é atribuído um subsídio de exclusividade e de disponibilidade, 12 vezes por ano, no valor correspondente a 40 por cento do índice 100", ou seja 1.200 euros mensais.
Este suplemento visa compensar a exclusividade absoluta do exercício de funções remuneradas, disponibilidade permanente e limitação de direitos fundamentais previstos na lei.
O projeto de articulado, elaborado por um grupo de trabalho que integra elementos do MP, prevê também ajudas de custo sempre que o magistrado se desloque em serviço para fora do município onde se encontra sediado o tribunal, a seção ou o departamento onde se encontra colocado.
Quanto a despesas de representação, é proposto que os procuradores-gerais de comarca tenham direito a um valor correspondente a 10 por cento do vencimento, enquanto os procuradores-gerais regionais, os diretores dos departamentos centrais e os procuradores-gerais-adjuntos coordenadores do MP nos tribunais superiores, depois de cumpridos certos requisitos, possam ter direito a um valor correspondente a 20 por cento do vencimento.
O Procurador-geral da República e o vice-procurador-geral da República têm direito, de acordo com o projeto, a 30 e 25 por cento do vencimento, respetivamente, a título de despesas de representação.
O projeto do novo Estatuto do MP prevê também a criação de um Departamento Central de Interesses Coletivos e Difusos qur funcionaria como um órgão de coordenação, promoção e intervenção processual na defesa de interesses públicos como a saúde pública, o ambiente, o urbanismo, o ordenamento do território, a qualidade de vida, o património cultural e os bens do Estado, das regiões autónomas e das autarquias.
O projeto de diploma adapta ainda o Estatuto do MP ao novo mapa judiciário, criando cargos de coordenação ligados à nova organização dos tribunais que entrou em vigor a 01 de setembro passado.

PSP Sindicato pede explicações sobre proposta de estatuto

O Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP-PSP) pediu hoje à direção nacional da PSP que explique aos polícias qual a proposta de estatuto que apresentou ao Ministério da Administração Interna (MAI) devido ao clima de descontentamento nas esquadras.
"É altura do diretor nacional da PSP explicar aos polícias qual foi o verdadeiro trabalho presentado ao MAI para definitivamente se desmistificar o clima instalado dentro dos postos policiais", disse o presidente do SPP, Mário Andrade, numa conferência de imprensa para manifestar "a rejeição total" à proposta do Governo de alteração ao estatuto profissional da Polícia de Segurança Pública.
 Sindicato pede explicações sobre proposta de estatutoA ministra da Administração Interna, Anabela Rodrigues, apresentou, na semana passada, aos sindicatos da PSP as alterações ao estatuto profissional da Polícia de Segurança Pública, documento que vai agora ser negociado com cada uma das estruturas sindicais.
Segundo o SPP, após a divulgação da proposta gerou-se "um clima de instabilidade, insatisfação e revolta" entre os polícias, uma vez que viram "goradas as expetativas anunciadas e criadas" pelo ex-ministro da Administração Interna, Miguel Macedo.
Mário Andrade adiantou que ainda não se conhece a proposta apresentada pela direção nacional da PSP à tutela, pelo que deviam ser dadas explicações junto dos polícias.
"Só assim é que se conseguia ver se a direção nacional tem algo a ver com esta proposta ou se apresentou uma proposta que o MAI não aceitou. Aí ficaríamos a saber se é o MAI que está contra os polícias ou se será a direção nacional que também não defende corretamente os polícias", sustentou.
Porém, Mário Andrade considerou que a direção nacional "nunca apresentaria uma proposta" que não defendesse os interesses dos polícias.
O sindicalista disse também que "todos os sindicatos da PSP estão unidos", estando marcada uma reunião conjunta para 20 de março para "delinearem estratégias de negociação" com o MAI e possíveis ações de protestos.
Sobre a realização de uma manifestação de polícia, o presidente do SPP afirmou que o projeto de estatuto vai ser negociado, podendo o MAI alterá-lo, estando as ações de protesto dependentes da reunião dos sindicatos.
A proposta do MAI prevê a criação dos postos de agente-coordenador e chefe-coordenador e a dispensa do trabalho noturno dos polícias com mais de 58 anos, mantendo o pedido de passagem à pré-aposentação aos 55 anos de idade ou 36 anos de serviço.
O MAI quer reduzir os dias de férias, aumentar a carga horária para as 40 horas semanais e criar um novo regime de avaliação, além de não prever qualquer alteração nos níveis remuneratórios.
O presidente do SPP disse ainda que o diploma apresentado "não contempla qualquer reconhecimento ou compensação pelas exigências da especificidade da condição policial".
Todos os sindicatos da PSP já se manifestaram contra a proposta apresentada pela ministra Anabela Rodrigues.

POLÍCIAS!

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Informação à comunicação social

Informação à comunicação social
(continuação...) http://www.spp-psp.pt/

23/02/2015

Workshop de Ciências Forenses

Abril de 2015 - Porto
Duas personalidades importantes, deste evento que o S.P.P. - Sindicato dos Profissionais de Polícia - vai realizar, a primeira pessoa como Dirigente Sindical da nossa organização, a segunda personalidade, o Professor Pinto da Costa como preletor !
Brevemente mais informações !

Comunicado sobre reunião com DN-PSP

COMUNICADO - reuniao DN23.01.15

19/01/2015

Anabela Rodrigues Estatutos PSP e GNR concluídos em breve

A ministra da Administração Interna, Anabela Rodrigues, disse hoje que as leis orgânicas da Polícia de Segurança Pública e da Guarda Nacional Republicana vão estar concluídas em breve e considerou-as uma matéria "que tem prioridade absoluta".
Estatutos PSP e GNR concluídos em breve
"Essa matéria tem prioridade absoluta, havia pontos que ainda não estavam fechados, estamos a avançar e muito brevemente haverá notícias sobre esse estatuto", disse Anabela Rodrigues.
A ministra falava na Escola da Guarda Nacional Republicana (GNR), em Queluz, à margem de uma cerimónia de entrega de viaturas a esta força militar.
Questionada sobre se já há substituto para Manuel Jarmela Palos, antigo diretor do SEF que se encontra em prisão domiciliária no âmbito da investigação à atribuição dos vistos gold, a ministra disse que "oportunamente" será comunicada a substituição do antigo diretor.
A ministra falava na Escola da Guarda, em Queluz, onde hoje entregou 175 viaturas -- 126 veículos ligeiros e 49 motociclos -, um investimento que estimou em 3,6 milhões de euros.
"Desde o início da legislatura foram já inauguradas 13 novas instalações, representando um investimento de 13 milhões de euros, e estão em curso obras em outras 13 instalações no valor de 12 milhões de euros", referiu.
Estão ainda em curso procedimentos de aquisição de mais cem viaturas no valor total de cerca de quatro milhões de euros, acrescentou.
Todos estes meios destinam-se aos postos territoriais da GNR e inserem-se no compromisso de melhoria das condições operacionais das forças de segurança, observou.

SPP-PSP Contesta Decisões da Caixa Geral de Aposentações (CGA)

SPP-PSP Contesta Decisões da Caixa Geral de Aposentações (CGA)

Cônjuges dos Polícias vão poder inscrever-se no SAD

Cônjuges dos Polícias vão poder inscrever-se no SAD

BOLETIM O POLÍCIA 47

BOLETIM O POLICIA 47

11/08/2014

Polícias São Credores da Segurança Desportiva

Foto: POLÍCIAS SÃO CREDORES 
DA SEGURANÇA DESPORTIVA 

Milhares de agentes da PSP são, neste momento, credores do Ministério da Administração Interna que, desde Novembro de 2013, não paga o policiamento prestado às atividades desportivas desenvolvidas pelas camadas jovens. O SPP-PSP não pode deixar de manifestar a sua preocupação em relação a este tema, uma vez que se aproxima uma nova época desportiva e ainda se encontram por pagar os serviços prestados na época passada, bem como duas provas de atletismo, da responsabilidade da Câmara Municipal de Lisboa, que remontam a Abril e Setembro de 2013.
O SPP-PSP vai solicitar reuniões com as diversas organizações desportivas (Federação Portuguesa de Futebol e Ligas), com o Ministério da Administração Interna e com a Câmara Municipal de Lisboa, para que seja efetuado o pagamento atempado destas verbas. 
Neste momento, a dívida aos agentes da PSP que efetuaram aqueles serviços remunerados, que englobam serviços relativos a jogos das seleções nacionais de futebol, já ascende a mais de 750 mil euros.
O SPP-PSP lamenta esta situação e vai continuar a pressionar as entidades responsáveis no sentido de ser feita justiça aos polícias que sacrificaram as suas vidas pessoais – retirando-lhes horas que poderiam ser partilhadas com as respetivas famílias – em prol da comunidade e da formação dos jovens. Trata-se de uma situação que tem vindo a ser recorrente ao longo dos últimos anos e para a qual o SPP não encontra qualquer justificação plausível. 
De Polícias para Polícias,
Lisboa, 08/08//2014
A DIRECÇÃO NACIONAL DO SPP-PSPMilhares de agentes da PSP são, neste momento, credores do Ministério da Administração Interna que, desde Novembro de 2013, não paga o policiamento prestado às atividades desportivas desenvolvidas pelas camadas jovens. O SPP-PSP não pode deixar de manifestar a sua preocupação em relação a este tema, uma vez que se aproxima uma nova época desportiva e ainda se encontram por pagar os serviços prestados na época passada, bem como duas provas de atletismo, da responsabilidade da Câmara Municipal de Lisboa, que remontam a Abril e Setembro de 2013.
O SPP-PSP vai solicitar reuniões com as diversas organizações desportivas (Federação Portuguesa de Futebol e Ligas), com o Ministério da Administração Interna e com a Câmara Municipal de Lisboa, para que seja efetuado o pagamento atempado destas verbas.
Neste momento, a dívida aos agentes da PSP que efetuaram aqueles serviços remunerados, que englobam serviços relativos a jogos das seleções nacionais de futebol, já ascende a mais de 750 mil euros.
O SPP-PSP lamenta esta situação e vai continuar a pressionar as entidades responsáveis no sentido de ser feita justiça aos polícias que sacrificaram as suas vidas pessoais – retirando-lhes horas que poderiam ser partilhadas com as respetivas famílias – em prol da comunidade e da formação dos jovens. Trata-se de uma situação que tem vindo a ser recorrente ao longo dos últimos anos e para a qual o SPP não encontra qualquer justificação plausível.
De Polícias para Polícias,
Lisboa, 08/08//2014
A DIRECÇÃO NACIONAL DO SPP-PSP

GOVERNO PROMETE QUE OS POLÍCIAS NÃO VÃO SER PREJUDICADOS NOS VENCIMENTOS

Na sequência de uma reunião mantida esta terça-feira (29 de Julho de 2014) no 
Ministério da Administração Interna (MAI), foram apresentadas ao SPP-PSP as 
linhas gerais do projeto que o Ministério da Administração Interna está a 
preparar em relação aos suplementos dos polícias. Assim, ficou a saber-se que a 
ideia do Governo é agregar alguns suplementos ao salário base e manter outros, 
como é o caso, por exemplo, do Turno e Piquete, Investigação Criminal e Unidade 
Especial de Polícia. 
É de salientar, porque questionado pelo SPP-PSP, que o Governo assegura que, 
apesar da referida revisão/reorganização dos suplementos, não será afetada de 
forma alguma a massa salarial que os elementos da PSP auferem atualmente. 
Será enviada pelo MAI às estruturas sindicais, até meados de Agosto, uma 
proposta definitiva para que seja iniciada a verdadeira negociação.
De realçar é também o facto de o Ministério das Finanças ter finalmente assinado 
o despacho que permite à PSP a abertura de concursos de promoções em todas as 
categorias. Esta autorização, que há muito era reivindicada pelo SPP, irá 
abranger o total de 677 elementos, entre agentes, chefes, subcomissários e 
subintendentes.
Finalmente, o SPP regista com agrado a informação prestada pelo MAI de que, 
aquando da revisão do novo Estatuto da PSP, se prever alterar o Estatuto 
Disciplinar, que é anacrónico. A proposta do novo Estatuto de Pessoal será 
entregue até final de Agosto para posterior negociação.
O Sindicato dos Profissionais de Polícia reafirma que está e sempre estará aberto 
a negociações com a tutela e com a DN-PSP, desde que desse diálogo nunca 
resultem prejuízos para os polícias quer a nível estatutário, quer a nível 
remuneratório. 
De Polícias para Polícias,
Lisboa, 29/07/2014
A DIRECÇÃO NACIONAL DO SPP-PSP

18/07/2014

SPP Protocolo MEO - Atualização


MEO, Serviços de telecomunicações:
Proposta de adesão: Descarregar

Meo Parcerias Julho
Última atualização em Sex, 11 de Julho de 2014 10:55

O POLÍCIA

Boletim n.º 45

Novos Protocolos

Portinsurance
Newsletter-Protocolos

Polícias Excluídos da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas

Na sequência das várias reuniões mantidas com responsáveis sindicais pelo 
SPP-PSP, foi finalmente publicada hoje a Lei nº35/2014 de 20 de Junho de 
2014 que aprova a Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas e que exclui 
os polícias da mesma.
De acordo com a nova redação, a legislação diz o seguinte:
Artigo 2.º 
Exclusão do âmbito de aplicação 
2 — A presente lei não é aplicável aos militares das Forças Armadas, aos 
militares da Guarda Nacional Republicana e ao pessoal com funções 
policiais da Polícia de Segurança Pública, cujos regimes constam de lei 
especial, sem prejuízo do disposto nas alíneas a) e e) do n.º 1 do artigo 8.º e 
do respeito pelos seguintes princípios aplicáveis ao vínculo de emprego 
público: a) Continuidade do exercício de funções públicas, previsto no 
artigo 11.º; b) Garantias de imparcialidade, previsto nos artigos 19.º a 24.º; 
c) Planeamento e gestão de recursos humanos, previsto nos artigos 28.º a 
31.º; d) Procedimento concursal, previsto no artigo 33.º; e) Organização das 
carreiras, previsto no n.º 1 do artigo 79.º, nos artigos 80.º, 84.º e 85.º e no n.º 
1 do artigo 87.º; f) Princípios gerais em matéria de remunerações, previstos 
nos artigos 145.º a 147.º, nos nºs 1 e 2 do artigo 149.º, no n.º 1 do artigo 
150.º, e nos artigos 154.º, 159.º e 169.º a 175.º. 
Trata-se de mais uma conquista do SPP-PSP que sempre tem privilegiado o 
diálogo com as instituições de direito.
De Polícias para Polícias,
Lisboa, 20/06//2014
A DIRECÇÃO NACIONAL DO SPP-PSP

Alteração aos Suplementos Remuneratórios

O Sindicato dos Profissionais de Policia, vem pela presente informar que 
tendo em conta as decisões aprovadas hoje na reunião do Conselho de 
Ministros e anunciadas na conferência de imprensa, pelo SEAP Dr. Leite 
Martins, que estas decisões não abrangem de imediato os profissionais de 
Policia.
Assim não existirá qualquer alteração aos suplementos remuneratórios 
existentes antes da revisão do Estatuto.
O SPP/PSP aquando das negociações para a revisão Estatutária 
empenhar-se – á para que os suplementos não sejam alterados, mantendo 
os actuais em vigor.

A Direcção Nacional do SPP/PSP

03/03/2014

Sindicato alerta para situação difícil de muitos polícias

por Agência Lusa, publicado por Susana Salvador~
A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) alertou hoje para a situação difícil em que se encontram muitos polícias, que chegam a ter "carências do ponto de vista das necessidades mais básicas", como alimentação.
O presidente da ASPP, Paulo Rodrigues, disse à agência Lusa que "há polícias com dificuldades", não tendo ficado, por isso, surpreendido com os pedidos de apoio prestados, em 2013, pelos serviços sociais da Polícia de Segurança Pública.
Perto de 260 polícias recorreram ao gabinete de ação social da PSP no ano passado, dos quais 39 tiveram que ser auxiliados pelo gabinete de apoio ao endividamento, que apenas atua em "casos de extrema" emergência.
Os dados foram avançados à Lusa pelo secretário-geral dos Serviços Sociais da Polícia de Segurança Pública (SSPSP), superintendente Jorge Cabrita, que sublinhou o aumento dos pedidos "de natureza extraordinária, para situações extremas de emergência social".
Segundo os SSPSP, em 2013 recorreram ao gabinete de ação social 258 polícias, mais 12,1 por cento do que em 2012, ano em que 230 profissionais pediram apoio a este serviço.
"É a realidade que eu tenho conhecimento diariamente", sublinhou o presidente da ASPP, temendo que a situação "se agrave ainda mais" este ano devido aos cortes salariais.
Como exemplo das dificuldades, que chegam à alimentação, Paulo Rodrigues adiantou que recentemente a ASPP fez uma recolha de bens essenciais, como comida, roupa e livros escolares, que depois foram distribuídos pelos polícias que estão identificados como tendo mais carências.
O presidente do maior sindicato da PSP referiu também que há muitos polícias que têm vergonha em dar a conhecer a situação em que se encontram, recorrendo, muitas vezes, aos serviços sociais quando já se encontram numa situação limite.
Nesse sentido, a ASPP já organizou um debate no Porto e vai fazer outro em Lisboa para esclarecer os polícias sobre questões de endividamento e preveni-los para o futuro.
Paulo Rodrigues considerou também que os Serviços Sociais da PSP deviam ser mais céleres nas respostas aos pedidos dos polícias, além de terem que se adaptar às necessidades atuais.
"Os Serviços Sociais têm que direcionar os apoios para as necessidades dos polícias e, neste momento, são de cariz financeira", disse, defendo um maior apoio para os elementos da PSP que ainda não se encontram numa situação limite.

O primeiro-ministro para o Quénia?

O caso passou-se em 2005, mas só em 2014 chegou ao fim.
Opinião 

As expressões proferidas no dia 8 de Setembro 2005 num canal de televisão foram as seguintes:
“O senhor primeiro-ministro deve estar noutro planeta, não respeitou as forças de segurança (...) , tentou de uma forma airosa virar a opinião pública contra os profissionais das forças de segurança” e, ainda, “à semelhança do que fizemos com o Governo anterior, onde (...) fizemos um desgaste permanente e temos condições para que a partir de agora façamos um desgaste permanente a este Governo à semelhança do que enviámos o anterior primeiro-ministro para Bruxelas, com certeza que mais depressa enviamos este primeiro-ministro para o Quénia”.
O autor das mesmas foi o presidente do Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP), António Ramos, no âmbito de numa vigília de protesto promovida por aquela estrutura sindical na Praça do Comércio, em frente ao Ministério da Administração Interna. O anterior primeiro-ministro de que falava era Durão Barroso e o primeiro-ministro que seria enviado para o Quénia era José Sócrates.
As consequências foram um processo disciplinar que culminou com a sua aposentação compulsiva por as declarações em causa terem sido consideradas desrespeitosas para dois primeiros-ministros e, por isso mesmo, ofensivas dos “deveres funcionais de aprumo e de correcção” a que estão obrigados os agentes da PSP. Na verdade, o Regulamento Disciplinar da PSP prevê um dever de correcção que, entre outras coisas, consiste em “respeitar os membros dos órgãos de soberania e as autoridades judiciárias, administrativas e militares, prestando-lhes as devidas deferências”.
António Ramos recorreu aos tribunais administrativos, mas tanto na primeira como na segunda instância viu confirmada a sua aposentação compulsiva. Chegou, por último, ao Supremo Tribunal Administrativo (STA) que , no passado dia 16 de Janeiro, se pronunciou não sobre se o agora anterior primeiro-ministro devia ir para o Quénia (afinal foi para Paris), mas se o sindicalista devia ir para a rua.
Ora, para o STA, era indiscutível que António Ramos falara à televisão enquanto dirigente sindical e no âmbito de um conflito aberto entre o seu sindicato e o Governo. E embora aceitando a existência de restrições à liberdade de expressão dos sindicalistas das forças de segurança, o STA considerou que os mesmos não podiam estar obrigados ao dever de deferência que obriga os normais agentes da PSP, sob pena de “haver um sindicalismo diminuído e dócil”.
De resto, a lei sindical da PSP apenas proíbe que os sindicalistas façam “declarações que afectem a subordinação da polícia à legalidade democrática, bem como a sua isenção política e partidária”. O que manifestamente não era o caso. Para o STA, o sindicalista criticara a actuação do primeiro-ministro “no âmbito de um conflito laboral em curso, já que ele, agindo fora da realidade (“deve estar noutro planeta”), teria tentado virar a opinião pública contra os profissionais das forças de segurança, assim as desrespeitando”.
Tais censuras eram “perfeitamente aceitáveis”, já que produzidas por dirigente sindical a quem incumbia a defesa pública da posição que o sindicato opunha ao Governo e “tal defesa dificilmente seria eficaz sem um concomitante ataque”. Tais expressões não eram respeitosas nem deferentes para com o primeiro-ministro, mas porque o agente da PSP falara enquanto sindicalista, toda a gente entendia que o modo “agreste” da comunicação era o fruto natural do conflito extremado que então existia e prosseguia.
Quanto à afirmação de que o sindicato pretendia desgastar o Primeiro-Ministro e enviá-lo para o Quénia, que tinha sido considerada “desrespeitosa e ameaçadora(!)” pelos tribunais inferiores, os juízes conselheiros Jorge Madeira dos Santos, António Polibio Ferreira Henriques e Alberto Costa Reis, nenhuma anormalidade detectaram no facto de um sindicato anunciar que “em defesa das suas posições, tenciona fazer 'um desgaste' ao seu interlocutor, que é o Governo”. Quanto à “forma ameaçadora” utilizada pelo sindicalista, o STA lembrou que uma ameaça para o ser teria de se revestir de um mínimo de seriedade. E acrescentou: “Ora, ninguém no seu juízo perfeito poderia levar a sério tais palavras”. Acrescentou ainda, o STA: António Ramos ao dizer que o seu sindicato enviara “o anterior primeiro-ministro para Bruxelas” e seria capaz de enviar o actual “para o Quénia”, tinha proferido “obviamente uma “boutade”, ou seja, afirmara “algo exagerado e incrível para sublinhar a força do seu sindicato e a irredutibilidade posta na defesa dos interesses dos agentes da PSP”. E, assim, concluiu o STA que o acto de aposentação compulsiva do sindicalista era ilegal e anulou-o. E muito bem! Ninguém quer uma república de juízes, mas que os juízes fazem falta à república não haverá muitas dúvidas... Advogado

SPP/PSP DECIDE EM REUNIÃO SE PARTICIPA NA MANIFESTAÇÃO DE 6 DE MARÇO


O SPP/PSP estranha o facto de, até há presente data, ainda não ter sido contatado pelos responsáveis da Comissão Coordenadora das Forças de Segurança, no sentido de serem unidos esforços entre todas as estruturas sindicais e, bem assim, definidas as melhores formas de pressionar o Governo a resolver os problemas dos polícias. Aliás, o SPP estranha que, além da ASPP, mais nenhuma outra estrutura reivindicativa, quer da PSP quer da GNR (exceção feita à APG), tenha igualmente sido contatada.
Por norma, a Comissão, através do seu mais alto responsável, contatava diretamente, via telefone, o presidente do SPP/PSP, António Ramos, o que ainda não aconteceu.
Como é do conhecimento público, a ASPP, que neste momento lidera a Coordenadora, recusou reunir-se com o ministro da Administração Interna em conjunto com as restantes estruturas sindicais representativas da PSP. De facto, após a manifestação do dia 21 de Novembro de 2013, que contou com o apoio ativo do SPP/PSP, a ASPP nunca mais voltou a comparecer às reuniões entre os sindicatos da Polícia, afastando-se, assim, de uma união a todos os níveis desejável, dando a sensação de que a defesa dos polícias não necessita de união.
Pelo exposto, em reunião de Direção do SPP/PSP, agendada para o próximo dia 26 de Fevereiro, será decidida a participação ou não na manifestação agendada pela Coordenadora para o dia 6 de Março de 2014.

O SPP/PSP está e estará sempre com os seus sócios e demais polícias e coloca-os a todos acima de quaisquer interesses pessoais ou políticos.
Última atualização em Seg, 03 de Março de 2014 09:25

MAI GARANTE AUMENTO DO SUBSÍDIO DE FARDAMENTO E ABERTURA DE NOVOS PROCEDIMENTOS CONCURSAIS NA PSP

O SPP-PSP reuniu-se esta segunda-feira, dia 17 de Fevereiro de 2014, com o ministro da Administração da Interna, Miguel Macedo, levando na agenda vários problemas que afetam todos os polícias. Na sequência da reunião, foi garantido pelo ministro que o aumento dos descontos/contribuição para o subsistema SAD/PSP de 1% será compensado com o aumento do subsídio de fardamento de 300 para 600 € anuais. Ou seja, passará de 25 para 50 € mensais com retroactivos a JAN14.
Foi também garantido que, proximamente, serão abertos procedimentos concursais de promoção em todas as categorias da PSP. No encontro ficou ainda acertada a preparação da revisão de vária legislação, nomeadamente o Estatuto da PSP, o Regulamento Disciplinar, o sistema remuneratório e os suplementos da Polícia.

O SPP-PSP vai continuar a pugnar pelo respeito e direitos de todos os elementos da Polícia. Sempre com seriedade e bom senso.
Última atualização em Qua, 26 de Fevereiro de 2014 09:23