15/05/2015

Condução Como funciona a carta por pontos?

Noticias ao MinutoNovo regime deverá ser aprovado pelo Governo nos próximos dias.
O anteprojeto de lei que foi apresentado no mês passado ao grupo consultivo da Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária pretende, escreve o jornal SOL, “aumentar o grau de perceção e de responsabilização dos condutores, face aos seus comportamentos, adotando-se um sistema sancionatório mais transparente e de fácil compreensão”.
Como funciona a carta por pontos?
(...) Mas este regime não agrada ao Conselho Superior do Ministério Público a quem o diploma suscitou “várias reservas” e “problemas de constitucionalidade”, considerando-o ainda “excessivamente repressivo e desproporcional”. O Conselho recomenda então que se mantenha o atual regime de sanções e que os pontos apenas contribuam para a cassação da carta de condução.

Pela Justiça e reconhecimento das juntas médicas da PSP

SPP-PSP
PELA JUSTIÇA E RECONHECIMENTO DAS JUNTAS MÉDICAS DA PSP

Um polícia por um euro

PAULO PEREIRA DE ALMEIDADN Opinião
por PAULO PEREIRA DE ALMEIDA
O preço da dignidade e da ética de serviço dos militares da GNR (Guarda Nacional Republicana) e dos agentes da PSP (Polícia de Segurança Pública) deveria ser elevado. Mas não parece ser este - todavia - o entendimento dos tribunais portugueses e daqueles a quem - enquanto contribuintes - pagamos para que apliquem a justiça de forma competente e sem preconceito. Como em muitos casos de outros serviços do Estado, também a justiça e os tribunais não estão - obviamente - isentos de pressões e de tentativas de manipulação política e profissional. E até podemos admitir que - em certos casos - se torna muito difícil resistir a esse tipo de pressões e a um constante assédio da parte de quem está interessado em fazer que a justiça e os tribunais não funcionem, ou - pelo menos - funcionem de uma forma assaz deficiente. Há - contudo - que saber distinguir o certo e o errado. E há que - evidentemente - pugnar por uma justiça que seja digna desse nome, num Estado de direito como é o nosso.
É por isso desgostoso ver uma decisão judicial que - uma vez mais - deixa um grande desconforto nos profissionais das FSS (Forças e Serviços de Segurança) e só contribui para aumentar a desmotivação e o receio de desempenho cabal das funções dos profissionais da GNR e da PSP. Falamos - obviamente - das sucessivas decisões que afetaram o militar da GNR Hugo Ernano e que o DN recentemente relembrou. Vale - pois - a pena recordar que: "A Associação de Profissionais da Guarda (APG/ /GNR) está a promover uma campanha de angariação de verbas, que já arrancou, para ajudar o militar da GNR Hugo Ernano a custear o último recurso que lhe resta, para o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, no processo em que foi condenado por matar acidentalmente, a tiro, um rapaz de 13 anos na perseguição à carrinha em que o menor seguia com o pai e o tio, que andavam a furtar ferro. O caso passou-se em 2008, em Loures. Perante a decisão recente do Tribunal Constitucional, que não deu razão ao profissional da GNR, Hugo Ernano está condenado a quatro anos de prisão com pena suspensa e ao pagamento de uma indemnização de 55 mil euros aos pais do menor, como lembrou a APG em comunicado. A campanha chama-se "Um euro por Ernano" e está a decorrer nas redes sociais na página Vamos Apoiar Hugo Ernano. A página já tem mais de cem mil seguidores. Todo o dinheiro recebido será utilizado para custear o recurso para o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, garante a APG/GNR."
Valerá a polícia - pelo menos - um euro de cada cidadão português? Estaremos dispostos a - de um modo cívico - ajudar a colmatar mais esta injustiça do nosso sistema de tribunais? Estarão os portugueses cientes de que vale a pena - se se mobilizarem - contrariar este estado de coisas? É que ter mais um polícia por um euro parece-nos - convenhamos - um bom negócio.
Há - sei bem - outros casos como este, que conheço pessoalmente e que também têm merecido, de uma forma discreta, a ajuda dos colegas das FSS. Mas ajudar neste caso concreto é - convenhamos - uma forma de dizermos - também nós - que é tempo de mudar e de respeitar os profissionais das FSS. Assim sendo, recordo que as transferências de um euro podem ser feitas através do NIB 0007 0000 00185 0479 6823 (conta BES em nome de Rafael Ernano, filho do militar da GNR). Já dei o meu contributo. Agora - caro leitor - é a sua vez.

Ministra tenta travar contestação na PSP

Ministra tenta travar contestação na PSPSob pressão dos sindicatos, que ameaçam partir para a contestação, ,ministra Anabela Rodrigues diz que vai iniciar segunda ronda de conversas.
Economico

Bloco quer limitar ação das equipas de intervenção rápida da PSP

O Bloco de Esquerda vai propor ao Governo a adoção de medidas de prevenção e eliminação de práticas de violência policial e racismo. Projeto de resolução debatido hoje na Assembleia da República.
(...) No projeto de resolução, o BE recomenda ainda ao Governo que se constitua uma comissão independente e representativa com vista à avaliação e publicitação de um relatório público sobre todas as vítimas de violência policial e de racismos e para que se regulamente com urgência a figura do “mediador sociocultural”.
Observador

03/05/2015

Polícias pedem seguro de acidentes

Os oficiais da PSP querem que todos os elementos da instituição passem a ter um seguro de acidentes em serviço. 
Esta foi uma das propostas que o Sindicato Nacional dos Oficiais de Polícia apresentou ao Ministério da Administração Interna, a propósito da negociação do novo estatuto da PSP. No documento, a que o SOL teve acesso, os oficiais defendem a criação de um seguro desta natureza, «em moldes que deverão ser regulados por diploma próprio» - à semelhança do que acontece já com os bombeiros. 
O presidente do sindicato, Henrique Figueiredo, defende que a PSP deve ser classificada como de risco e de desgaste rápido e é nessa medida que faz sentido implementar este tipo de seguro. «Seria um mecanismo mais célere que permitiria uma compensação imediata das perdas no rendimento, para o polícia e para o seu agregado familiar», explicou ao SOL o dirigente, acrescentando: «Há agentes que sofrem desvalorizações permanentes após um acidente e têm cortes no salário e nos suplementos, além de deixarem de poder fazer serviços remunerados».Polícias pedem seguro de acidentes
Paulo Rodrigues, líder do maior sindicato da PSP, concorda. «Há agentes com deficiências graves e que têm despesas elevadas, até com a adaptação da casa. Estes polícias são ressarcidos, mas muito tempo depois». 
Os sindicatos vão propor ainda à ministra Anabela Rodrigues que o futuro estatuto contemple a criação de um suplemento de residência que compense os encargos resultantes da obrigatoriedade de residir a menos de 50 quilómetros do local de trabalho. Henrique Figueiredo lembra que este subsídio (15% da remuneração-base) já é concedido aos guardas prisionais, cujo estatuto foi construído à semelhança do da PSP. «É uma questão de paridade. No nosso caso, somos chamados porventura muito mais vezes de forma inopinada», sublinha o oficial. 
sonia.graca@sol.pt

Tribunal Europeu dos Direitos do Homem considera que polícias não têm direito à greve

Nós!
Não teremos direito à greve, se todos os policias não o quiserem !
Assim os Profissionais de Policia o queiram !
Não há duvidas, nem haverá !
Somos muito fortes assim o queiramos !
Facebook SPPPSP
"Exigências mais severas" que pesam sob os polícias, "resultantes do seu mandato armado e da necessidade de um serviço ininterrupto" justifica, segundo os juízes europeus, a proibição de fazer greve.
Publico
O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem considerou esta terça-feira que os polícias não podem exigir o direito à greve, em nome da "segurança pública", argumento também utilizado em Portugal.
As "exigências mais severas" que pesam sob os polícias, "resultantes do seu mandato armado e da necessidade de um serviço ininterrupto" justifica, segundo os juízes europeus, a proibição de fazer greve, na medida em que "a segurança pública e a defesa da ordem estão em causa".
Nesse sentido, os polícias são diferenciados de "outras autoridades, como juízes e médicos", o que "justifica a restrição da sua liberdade", segundo o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.
A decisão do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem surge após uma queixa de um sindicato espanhol de polícia, que, desde 2004, luta em tribunal pelo direito dos polícias a poderem organizar uma greve.
Em Portugal, a lei sindical da PSP também proíbe os polícias de fazerem greve, tendo em conta a especificidade da missão.
O presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), Paulo Rodrigues, disse à agência Lusa que os argumentos do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem são os mesmos utilizados em Portugal.
Paulo Rodrigues considerou que "não é válido" o argumento de que o direito à greve, numa força de segurança, coloca em causa a segurança pública, uma vez que há outras polícias que fazem greve, como o corpo da guarda prisional e a Polícia Judiciária.
O presidente da ASPP adiantou que os polícias têm um conjunto de deveres, mas "não há nada que compense a redução de direitos".
Em 2008, a ASPP chegou a apresentar, na Assembleia da República, uma petição pública com cinco mil assinaturas para exigir o direito à greve na PSP, mas não teve qualquer efeito.
O presidente do Sindicato Nacional da Polícia (SINAPOL), Armando Ferreira, foi suspenso por seis meses da PSP e alvo de um processo disciplinar, depois de o SINAPOL ter anunciado um pré-aviso de greve na Polícia, em 2010. Na sequência deste processo, o SINAPOL apresentou uma acção no Tribunal Administrativo de Lisboa para reivindicar o direito à greve. Armando Ferreira disse à Lusa que, em 2013, foi apresentado recurso, estando ainda o SINAPOL à espera de uma decisão. O presidente do SINAPOL afirmou ainda que esta decisão do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem "não se enquadra a todos os polícias europeus", recordando que, há três anos, o mesmo tribunal veio dar o direito à greve aos polícias holandeses.

Vamos apoiar Hugo Ernano‎1 euro por Ernano – 1 euro por um GNR e uma sociedade sem medo

Um euro de cada um torna possível o recurso para o Tribunal Europeu.
Hugo Ernano é um militar da GNR condenado por ter cumprido o dever. Estava de patrulha, em 2008, quando foi chamado a um assalto em plena luz do dia. Os dois assaltantes, apanhados em flagrante, fugiram numa carrinha Ford Transit. Antes, ainda o tentaram atropelar. Durante a perseguição, o militar usou todos os patamares da força definidos na lei. A rua por onde os assaltantes enveredaram, com uma condução desgovernada, terminava num pequeno largo cheio de pessoas - a maioria crianças. A carrinha seguia a uma velocidade excessiva, pondo em risco dezenas de vidas.
Depois de sucessivas ordens de paragem falhadas, com os assaltantes armados e perante a aproximação do largo, Hugo Ernano disparou dois tiros de advertência para o ar. Mas nem assim o condutor parou. Esgotados todos os patamares de actuação e perante a aproximação dos peões, Hugo Ernano disparou para os pneus da carrinha. Não foi um capricho: havia vidas em risco! O militar da GNR atingiu o pneu esquerdo, sem que o condutor parasse. No momento em que ia disparar ao pneu direito, o carro-patrulha sofreu um forte solavanco, devido a uma irregularidade no pavimento e Hugo disparou dois tiros seguidos, que atingiram a porta de trás da carrinha, a uma distância de pouco mais de um metro do solo. Tiros disparados para baixo – o que mostra que não havia intenção de atingir alguém.
Tudo isto ficou provado em tribunal.
Na carrinha seguia, escondido, um rapaz com 13 anos, que acabou atingido por uma das balas disparadas acidentalmente. O condutor estava fugido da cadeia há oito anos – tinha sido preso por roubos violentos - e levou o filho para um assalto em plena luz do dia. Do lado do pendura seguia o tio do rapaz, também de etnia cigana. A carrinha não podia, sequer, circular: tinha sido apreendida pela GNR semanas antes. Mesmo assim, o pai do rapaz usou-a para roubar – expondo o próprio filho ao risco de participar num assalto.
O tribunal deu como provado que Hugo actuou dentro da lei no que se refere ao uso da arma. Mesmo assim, foi condenado.
Precisa da ajuda de todos os cidadãos que querem que os seus filhos cresçam numa sociedade segura. E da ajuda de todos os agentes da autoridade que não querem ter medo de fazer cumprir a lei.
Um euro de cada um torna possível o recurso para o Tribunal Europeu.
NIB: 0007 0000 00185 0479 6823 (BES – conta em nome de Rafael Ernano, filho do militar)

21/03/2015

Três PSP afastados de investigação por estarem de baixa

Três PSP afastados de investigação por estarem de baixa
Três elementos da PSP de Braga foram afastados da investigação criminal por estarem de baixa médica. 
Os agentes só tiveram conhecimento da transferência por colegas, o que causou mal-estar. .

16/03/2015

Projeto de estatuto profissional da Polícia de Segurança Pública – breves notas

I
As linhas que se seguem não constituem uma análise pormenorizada do projeto do estatuto profissional da Polícia de Segurança Pública, cingindo-me apenas a alguns aspetos que considero mais marcantes.
A primeira nota relativamente ao projeto vai para a condição policial (art.º 4.º). Trata-se de um arranjo do art.º 2.º da Lei de Bases Gerais da Condição Militar, tendo como destinatários finais os polícias. Realmente o jurista encarregue da redação poderia ter sido um pouco mais criativo, mas se repararem até o número de alíneas é igual, o conteúdo adaptado e tal como na versão original em nove dessas alíneas apenas uma consagra direitos.
Ainda neste artigo consagra-se uma fórmula de “solene juramento policial”, um misto de juramento de bandeira constante do Estatuto dos Militares das Forças Armadas (EMFAR), com o Estatuto dos Militares da Guarda Nacional Republicana (EMGNR), com o juramento de fidelidade dos Oficiais e Sargentos e com o compromisso de honra dos guardas desta força de segurança de natureza militar.
 II
Mas, logo de seguida, este projeto dá uma guinada brusca em direção à Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas (LGTFP), sendo que esta por sua vez remete para o Código do Trabalho (CT).
E é da LGTFP que se importam o número de dias de férias, o regime das faltas e das licenças, das horas de trabalho (com algumas adaptações). Mas quanto ao horário de trabalho “os polícias não podem recusar-se, sem motivo justificado, a comparecer no seu posto de trabalho ou a nele permanecer para além do período normal de trabalho, nem eximir-se a desempenhar qualquer missão de serviço, desde que compatível com a sua categoria”, compensado “pela atribuição de crédito horário, nos termos a definir por despacho do diretor nacional”.
 III
Depois, estabelece três categorias: Oficial de polícia, Chefe de polícia e Agente de polícia. Uma compartimentação idêntica à das Forças Armadas e da GNR, mas sem correspondência no número de postos existentes nas três categorias, os quais ao que consta nas novas versões dos seus estatutos serão alvo do acréscimo de um posto em cada categoria.
Os polícias destas três categorias desenvolvem um conjunto de funções, indo-se aqui mais uma vez à LGTFP buscar a inspiração para deixar bem vincado que “a descrição do conteúdo funcional não constitui fundamento para o não cumprimento do dever de obediência e não prejudica a atribuição aos polícias de funções não expressamente mencionadas, que lhe sejam afins ou funcionalmente ligadas, para as quais detenham qualificação e que não impliquem desvalorização profissional”.
policiaIV
No desenvolvimento da carreira, veda-se o acesso das categorias profissionais dos Agentes e de Chefes de polícia à categoria de Oficiais por outra via que não seja a frequência do mestrado integrado no Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna, o que está alinhado com o que (segundo os órgãos de comunicação social) tem vindo a ser defendido pelo presidente do Sindicato dos Oficiais de Polícia.
Relativamente àqueles que do antecedente ascenderam a essa categoria, refere-se que “para salvaguarda do desenvolvimento da carreira dos polícias integrados na carreira de oficial de polícia não habilitado com o CFOP ministrado pelo ISCPSI é reservado um terço das vagas colocadas a concurso de promoção para as categorias de comissário e subintendente”.
Depois, equipara-se a carreira de Oficial de polícia a uma carreira especial de complexidade funcional de grau 3, a de Chefe de polícia e a de Agente de polícia a uma carreira especial de complexidade funcional de grau 2, mais uma vez na esteira da LGTF.
No caso concreto dos Chefes de Polícia, aparece a figura do Chefe Coordenador. Se analisarmos a correspondência com a posição remuneratória que existe na GNR e nas Forças Armadas, vemos que se pretende criar algo idêntico ao Sargento-Mor. No caso do projeto de estatuto da PSP as posições remuneratórias são a 29 e a 30, o que tem implicações em termos de vencimento. Mas, no caso do Agente Coordenador há uma equiparação perfeita com o Cabo-Mor, nas posições 20 e 21. Idêntico porque até agora o Sargento-Mor na GNR e nas Forças Armadas tem duas posições remuneratórias a 29 e a 32. Será que também se preparam para fazer o mesmo na GNR e nas Forças Armadas?
V
Sobre a transição para a pré-aposentação estabelece-se que “é a situação para a qual transitam os polícias que declarem manter-se disponíveis para o serviço desde que se verifique uma das seguintes condições:
a)Atinjam o limite de idade estabelecido para a respetiva categoria;
b)Tenham pelo menos 55 anos de idade e 36 anos de serviço e requeiram a passagem a essa condição;
c)Sejam considerados pela Junta Superior de Saúde com incapacidade parcial permanente para o exercício das funções previstas para a sua categoria, mas apresentem capacidade para o desempenho de outras funções”.
Ouvi logo muita gente a tecer loas aos “55 anos e 36 de anos de serviço”, havendo alguns incautos que nas redes sociais, utilizando a linguagem do “coitadito” afirmaram de imediato que “afinal podia ser pior”. Só duas notas, desaparecem os acréscimos de tempo de serviço e não vejo em lado nenhum a consagração de um regime transitório, de onde resulta um aumento da permanência na polícia para quem já está ao serviço e para quem ingressa. Assim, doravante para se ir embora aos 55 anos tem que se ingressar na carreira policial aos 19 anos.
Depois, dá-se a “benesse” de na situação de pré-aposentação, os polícias poderem prestar serviço compatível com as aptidões físicas e psíquicas que apresentem, em conformidade com os respetivos conhecimentos e experiência profissionais e de acordo com as necessidades e conveniência dos serviços, não lhes podendo ser cometidas funções de direção ou comando, salvo em casos excecionais, devidamente fundamentados, num regime definido por portaria do membro do Governo responsável pela área da administração interna. O que acarretará penalizações no vencimento e na pensão de aposentação.
VI
  1. Estamos perante um documento se carateriza por uma espécie de “mixórdia temática”, onde se caldeiam normas originárias de um vasto espectro, dando a sensação que estamos perante um repositório de normas cinzentas que visam a lesão dos seus destinatários (condição policial, férias, faltas, licenças, pré-aposentação, aposentação);
  2. Para o efeito, recorreu-se às normas em vigor nas Forças Armadas, na Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas e por arrastamento ao Código do Trabalho;
  3. Em seguida, vincar a ausência da possibilidade de progressão para a carreira de oficiais por outra via que não seja a do ISCPSI, ao contrário do que acontece em muitos países da Europa. Tal como não se pode deixar passar em branco a falta de equiparação, em termos de vencimento do Chefe Coordenador com Sargento-Mor, desconfiando-se desde já dos propósitos subjacentes a tal opção e das suas implicações laterais. Como se já não bastasse a impossibilidade de ascensão senão via ISCPSI ainda se corta nas posições remuneratórias no topo da carreira;
  4. Gostaria ainda de frisar que o texto se encontra pejado de normas que remetem para diplomas a aprovar, o que leva a crer que se está prestes a lançar uma bomba que depois irá rebentar nas mãos do próximo executivo.
 Em suma, um grande passo em frente no sentido da flexibilização e precarização do serviço policial, o que afectará negativamente quem já presta serviço e contribuirá, a nosso ver,  para desincentivar qualquer jovem esclarecido e ciente da nobreza de que se devia revestir o exercício das funções policiais a não se submeter a recrutamento.
 Sousa dos Santos

Segurança e Ciências Forenses

PSP Governo propõe-se pagar bónus por multas e detenções

Anabela Rodrigues, ministra da Administração Interna, terá proposto no novo estatuto para a PSP que os agentes sejam compensados com um bónus que depende do número de multas e detenções realizadas.Governo propõe-se pagar bónus por multas e detenções
A PSP tem até a próxima semana para decidir sobre a proposta feita pelo Governo relativamente ao novo estatuto desta força especial, dá conta o Expresso. No documento, o Governo mostra-se disponível para oferecer bónus em troca de produtividade.
Do plano de incentivos, explica o semanário do grupo Impresa, fazem parte compensações monetárias, formação suplementar ou mais três dias de férias. Porém, para conseguir estas ‘melhorias contratuais’ será avaliado o desempenho dos agentes em termos de número de detenções e multas passadas.
Os sindicatos da Polícia já se mostraram contra a proposta do Governo. "Em democracia, aplicar prémios na PSP é grave, uma vez que pode representar um 'massacre' para o cidadão", alerta Peixoto Rodrigues, do SUP/PSP.
Os responsáveis sindicais dão ainda conta de outros aspetos que merecem crítica, nomeadamente a eliminação do subsídio de risco, redução do número de férias e imposição de pré-reforma aos 55 anos, bem como a alteração do horário semanal para 40 horas.

REINTEGRAÇÃO



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Ministério Público Criado suplemento de 1.200 euros para magistrados

A atribuição aos magistrados do Ministério Público de um suplemento mensal de exclusividade e disponibilidade de 1.200 euros e um ordenado de ingresso na carreira de 3.000 euros constam do projeto de revisão dos Estatuto do MP.Criado suplemento de 1.200 euros para magistrados
Segundo o projeto de Estatuto, a que a agência Lusa teve acesso, a remuneração para quem ingressa na carreira (índice 100), que se inicia com o começo da formação como auditor no Centro de Estudos Judiciários, é atualizado para os 3.000 euros (atualmente é de 2.423,54 euros).
A título de suplementos, é atribuído um subsídio de exclusividade e de disponibilidade, 12 vezes por ano, no valor correspondente a 40 por cento do índice 100", ou seja 1.200 euros mensais.
Este suplemento visa compensar a exclusividade absoluta do exercício de funções remuneradas, disponibilidade permanente e limitação de direitos fundamentais previstos na lei.
O projeto de articulado, elaborado por um grupo de trabalho que integra elementos do MP, prevê também ajudas de custo sempre que o magistrado se desloque em serviço para fora do município onde se encontra sediado o tribunal, a seção ou o departamento onde se encontra colocado.
Quanto a despesas de representação, é proposto que os procuradores-gerais de comarca tenham direito a um valor correspondente a 10 por cento do vencimento, enquanto os procuradores-gerais regionais, os diretores dos departamentos centrais e os procuradores-gerais-adjuntos coordenadores do MP nos tribunais superiores, depois de cumpridos certos requisitos, possam ter direito a um valor correspondente a 20 por cento do vencimento.
O Procurador-geral da República e o vice-procurador-geral da República têm direito, de acordo com o projeto, a 30 e 25 por cento do vencimento, respetivamente, a título de despesas de representação.
O projeto do novo Estatuto do MP prevê também a criação de um Departamento Central de Interesses Coletivos e Difusos qur funcionaria como um órgão de coordenação, promoção e intervenção processual na defesa de interesses públicos como a saúde pública, o ambiente, o urbanismo, o ordenamento do território, a qualidade de vida, o património cultural e os bens do Estado, das regiões autónomas e das autarquias.
O projeto de diploma adapta ainda o Estatuto do MP ao novo mapa judiciário, criando cargos de coordenação ligados à nova organização dos tribunais que entrou em vigor a 01 de setembro passado.

PSP Sindicato pede explicações sobre proposta de estatuto

O Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP-PSP) pediu hoje à direção nacional da PSP que explique aos polícias qual a proposta de estatuto que apresentou ao Ministério da Administração Interna (MAI) devido ao clima de descontentamento nas esquadras.
"É altura do diretor nacional da PSP explicar aos polícias qual foi o verdadeiro trabalho presentado ao MAI para definitivamente se desmistificar o clima instalado dentro dos postos policiais", disse o presidente do SPP, Mário Andrade, numa conferência de imprensa para manifestar "a rejeição total" à proposta do Governo de alteração ao estatuto profissional da Polícia de Segurança Pública.
 Sindicato pede explicações sobre proposta de estatutoA ministra da Administração Interna, Anabela Rodrigues, apresentou, na semana passada, aos sindicatos da PSP as alterações ao estatuto profissional da Polícia de Segurança Pública, documento que vai agora ser negociado com cada uma das estruturas sindicais.
Segundo o SPP, após a divulgação da proposta gerou-se "um clima de instabilidade, insatisfação e revolta" entre os polícias, uma vez que viram "goradas as expetativas anunciadas e criadas" pelo ex-ministro da Administração Interna, Miguel Macedo.
Mário Andrade adiantou que ainda não se conhece a proposta apresentada pela direção nacional da PSP à tutela, pelo que deviam ser dadas explicações junto dos polícias.
"Só assim é que se conseguia ver se a direção nacional tem algo a ver com esta proposta ou se apresentou uma proposta que o MAI não aceitou. Aí ficaríamos a saber se é o MAI que está contra os polícias ou se será a direção nacional que também não defende corretamente os polícias", sustentou.
Porém, Mário Andrade considerou que a direção nacional "nunca apresentaria uma proposta" que não defendesse os interesses dos polícias.
O sindicalista disse também que "todos os sindicatos da PSP estão unidos", estando marcada uma reunião conjunta para 20 de março para "delinearem estratégias de negociação" com o MAI e possíveis ações de protestos.
Sobre a realização de uma manifestação de polícia, o presidente do SPP afirmou que o projeto de estatuto vai ser negociado, podendo o MAI alterá-lo, estando as ações de protesto dependentes da reunião dos sindicatos.
A proposta do MAI prevê a criação dos postos de agente-coordenador e chefe-coordenador e a dispensa do trabalho noturno dos polícias com mais de 58 anos, mantendo o pedido de passagem à pré-aposentação aos 55 anos de idade ou 36 anos de serviço.
O MAI quer reduzir os dias de férias, aumentar a carga horária para as 40 horas semanais e criar um novo regime de avaliação, além de não prever qualquer alteração nos níveis remuneratórios.
O presidente do SPP disse ainda que o diploma apresentado "não contempla qualquer reconhecimento ou compensação pelas exigências da especificidade da condição policial".
Todos os sindicatos da PSP já se manifestaram contra a proposta apresentada pela ministra Anabela Rodrigues.

POLÍCIAS!

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Informação à comunicação social

Informação à comunicação social
(continuação...) http://www.spp-psp.pt/

23/02/2015

Workshop de Ciências Forenses

Abril de 2015 - Porto
Duas personalidades importantes, deste evento que o S.P.P. - Sindicato dos Profissionais de Polícia - vai realizar, a primeira pessoa como Dirigente Sindical da nossa organização, a segunda personalidade, o Professor Pinto da Costa como preletor !
Brevemente mais informações !

Comunicado sobre reunião com DN-PSP

COMUNICADO - reuniao DN23.01.15

19/01/2015

Anabela Rodrigues Estatutos PSP e GNR concluídos em breve

A ministra da Administração Interna, Anabela Rodrigues, disse hoje que as leis orgânicas da Polícia de Segurança Pública e da Guarda Nacional Republicana vão estar concluídas em breve e considerou-as uma matéria "que tem prioridade absoluta".
Estatutos PSP e GNR concluídos em breve
"Essa matéria tem prioridade absoluta, havia pontos que ainda não estavam fechados, estamos a avançar e muito brevemente haverá notícias sobre esse estatuto", disse Anabela Rodrigues.
A ministra falava na Escola da Guarda Nacional Republicana (GNR), em Queluz, à margem de uma cerimónia de entrega de viaturas a esta força militar.
Questionada sobre se já há substituto para Manuel Jarmela Palos, antigo diretor do SEF que se encontra em prisão domiciliária no âmbito da investigação à atribuição dos vistos gold, a ministra disse que "oportunamente" será comunicada a substituição do antigo diretor.
A ministra falava na Escola da Guarda, em Queluz, onde hoje entregou 175 viaturas -- 126 veículos ligeiros e 49 motociclos -, um investimento que estimou em 3,6 milhões de euros.
"Desde o início da legislatura foram já inauguradas 13 novas instalações, representando um investimento de 13 milhões de euros, e estão em curso obras em outras 13 instalações no valor de 12 milhões de euros", referiu.
Estão ainda em curso procedimentos de aquisição de mais cem viaturas no valor total de cerca de quatro milhões de euros, acrescentou.
Todos estes meios destinam-se aos postos territoriais da GNR e inserem-se no compromisso de melhoria das condições operacionais das forças de segurança, observou.

SPP-PSP Contesta Decisões da Caixa Geral de Aposentações (CGA)

SPP-PSP Contesta Decisões da Caixa Geral de Aposentações (CGA)

Cônjuges dos Polícias vão poder inscrever-se no SAD

Cônjuges dos Polícias vão poder inscrever-se no SAD

BOLETIM O POLÍCIA 47

BOLETIM O POLICIA 47

11/08/2014

Polícias São Credores da Segurança Desportiva

Foto: POLÍCIAS SÃO CREDORES 
DA SEGURANÇA DESPORTIVA 

Milhares de agentes da PSP são, neste momento, credores do Ministério da Administração Interna que, desde Novembro de 2013, não paga o policiamento prestado às atividades desportivas desenvolvidas pelas camadas jovens. O SPP-PSP não pode deixar de manifestar a sua preocupação em relação a este tema, uma vez que se aproxima uma nova época desportiva e ainda se encontram por pagar os serviços prestados na época passada, bem como duas provas de atletismo, da responsabilidade da Câmara Municipal de Lisboa, que remontam a Abril e Setembro de 2013.
O SPP-PSP vai solicitar reuniões com as diversas organizações desportivas (Federação Portuguesa de Futebol e Ligas), com o Ministério da Administração Interna e com a Câmara Municipal de Lisboa, para que seja efetuado o pagamento atempado destas verbas. 
Neste momento, a dívida aos agentes da PSP que efetuaram aqueles serviços remunerados, que englobam serviços relativos a jogos das seleções nacionais de futebol, já ascende a mais de 750 mil euros.
O SPP-PSP lamenta esta situação e vai continuar a pressionar as entidades responsáveis no sentido de ser feita justiça aos polícias que sacrificaram as suas vidas pessoais – retirando-lhes horas que poderiam ser partilhadas com as respetivas famílias – em prol da comunidade e da formação dos jovens. Trata-se de uma situação que tem vindo a ser recorrente ao longo dos últimos anos e para a qual o SPP não encontra qualquer justificação plausível. 
De Polícias para Polícias,
Lisboa, 08/08//2014
A DIRECÇÃO NACIONAL DO SPP-PSPMilhares de agentes da PSP são, neste momento, credores do Ministério da Administração Interna que, desde Novembro de 2013, não paga o policiamento prestado às atividades desportivas desenvolvidas pelas camadas jovens. O SPP-PSP não pode deixar de manifestar a sua preocupação em relação a este tema, uma vez que se aproxima uma nova época desportiva e ainda se encontram por pagar os serviços prestados na época passada, bem como duas provas de atletismo, da responsabilidade da Câmara Municipal de Lisboa, que remontam a Abril e Setembro de 2013.
O SPP-PSP vai solicitar reuniões com as diversas organizações desportivas (Federação Portuguesa de Futebol e Ligas), com o Ministério da Administração Interna e com a Câmara Municipal de Lisboa, para que seja efetuado o pagamento atempado destas verbas.
Neste momento, a dívida aos agentes da PSP que efetuaram aqueles serviços remunerados, que englobam serviços relativos a jogos das seleções nacionais de futebol, já ascende a mais de 750 mil euros.
O SPP-PSP lamenta esta situação e vai continuar a pressionar as entidades responsáveis no sentido de ser feita justiça aos polícias que sacrificaram as suas vidas pessoais – retirando-lhes horas que poderiam ser partilhadas com as respetivas famílias – em prol da comunidade e da formação dos jovens. Trata-se de uma situação que tem vindo a ser recorrente ao longo dos últimos anos e para a qual o SPP não encontra qualquer justificação plausível.
De Polícias para Polícias,
Lisboa, 08/08//2014
A DIRECÇÃO NACIONAL DO SPP-PSP

GOVERNO PROMETE QUE OS POLÍCIAS NÃO VÃO SER PREJUDICADOS NOS VENCIMENTOS

Na sequência de uma reunião mantida esta terça-feira (29 de Julho de 2014) no 
Ministério da Administração Interna (MAI), foram apresentadas ao SPP-PSP as 
linhas gerais do projeto que o Ministério da Administração Interna está a 
preparar em relação aos suplementos dos polícias. Assim, ficou a saber-se que a 
ideia do Governo é agregar alguns suplementos ao salário base e manter outros, 
como é o caso, por exemplo, do Turno e Piquete, Investigação Criminal e Unidade 
Especial de Polícia. 
É de salientar, porque questionado pelo SPP-PSP, que o Governo assegura que, 
apesar da referida revisão/reorganização dos suplementos, não será afetada de 
forma alguma a massa salarial que os elementos da PSP auferem atualmente. 
Será enviada pelo MAI às estruturas sindicais, até meados de Agosto, uma 
proposta definitiva para que seja iniciada a verdadeira negociação.
De realçar é também o facto de o Ministério das Finanças ter finalmente assinado 
o despacho que permite à PSP a abertura de concursos de promoções em todas as 
categorias. Esta autorização, que há muito era reivindicada pelo SPP, irá 
abranger o total de 677 elementos, entre agentes, chefes, subcomissários e 
subintendentes.
Finalmente, o SPP regista com agrado a informação prestada pelo MAI de que, 
aquando da revisão do novo Estatuto da PSP, se prever alterar o Estatuto 
Disciplinar, que é anacrónico. A proposta do novo Estatuto de Pessoal será 
entregue até final de Agosto para posterior negociação.
O Sindicato dos Profissionais de Polícia reafirma que está e sempre estará aberto 
a negociações com a tutela e com a DN-PSP, desde que desse diálogo nunca 
resultem prejuízos para os polícias quer a nível estatutário, quer a nível 
remuneratório. 
De Polícias para Polícias,
Lisboa, 29/07/2014
A DIRECÇÃO NACIONAL DO SPP-PSP