14/05/2016

Sempre na defesa e ajuda dos Profissionais de Polícia !

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Mais uma vez a P.S.P., está de luto !

Outro Profissional de Polícia, partiu para o eterno descanso !
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21/04/2016

Comunicado Reportagem TVI

Comunicado Reportagem TVI

Repórter TVI: "É preciso perceber o que está a acontecer com estes homens"

Ana Leal, autora da grande reportagem “Encruzilhada”, contou na TVI24 como foi realizar este trabalho. "Não foi fácil mostrar esta realidade", confessa Resultado de imagem para Repórter TVI: "É preciso perceber o que está a acontecer com estes homens"

Encruzilhada | TVI Player

Encruzilhada | TVI Player

Há cada vez mais polícias a pedirem apoio psicológico.

E a esse pedido de apoio, juntam-se também os de fornecimento de bens alimentares ou mesmo de roupa, não só para os agentes, mulheres e filhos. Aos gabinetes de psicologia, chegam todos os dias homens que falam de fome, do isolamento das famílias, de exaustão laboral. A maioria verbaliza mesmo uma vontade de por termo à vida.

É um retrato nu e cru da PSP e da GNR, como nunca viu, com testemunhos inéditos e exclusivos.

“Encruzilhada”, é uma grande reportagem da jornalista Ana Leal, com imagem de João Paulo Delgado e edição de João Pedro Ferreira, para ver este domingo à noite, no Jornal das 8, em Repórter TVI.



Resultado de imagem para Repórter TVI: "É preciso perceber o que está a acontecer com estes homens"

Polícias em condições precárias

Discurso Direto - Polícias em condições precárias | TVI Player



Vídeo de uma testemunha ( esposa de militar GNR ) 



O POLÍCIA Boletim n.º 51

http://www.spp-psp.pt/publica/o_policia_51_abril_2016.pdf

LICENÇA DE INSTALAÇÃO

TRANSFERÊNCIAS NA POLÍCIA SERÃO FEITAS EM SETEMBRO

21/03/2016

Convocatória Assembleia Geral

SPP PSP

Projeto de Proposta de Lei – Estatuto Disciplinar PSP

SPP PSP
Anteprojeto da proposta de Lei
Exposição de Motivos
O Regulamento Disciplinar da Polícia de Segurança Pública (RDPSP), aplicável ao pessoal com funções policiais, foi aprovado pela Lei n.º 7/90, de 20 de fevereiro. Um vasto número de circunstâncias, de diferente natureza, impõe a sua atualização. Com efeito, desde a sua entrada em vigor, foram aprovados três diplomas orgânicos e três estatutos de pessoal da PSP. Acresce que, na Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas (LTFP), aprovada pela Lei n.º 35/2014, de 20 de junho, apesar de existirem matérias em relação às quais não pode a legislação específica da PSP dispor em contrário, o n.º 2 do artigo 2.º refere, desde logo, que esse diploma não se lhe aplica, aqui se incluindo a matéria disciplinar.
Por outro lado, ao longo da vigência do atual RDPSP, foram identificadas necessidades de harmonização legislativa decorrentes, desde logo, da vigência no nosso ordenamento jurídico do Código de Procedimento Administrativo (CPA), aprovado pelo Decreto-Lei n.º 441/91, de 15 de novembro, entretanto revogado pelo Decreto-Lei n.º 4/2015, de 7 de janeiro, que aprovou o novo Código do Procedimento Administrativo, que passou a constituir a matriz fundamental dos procedimentos administrativos.

Protocolo SPP-Losango

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O SINDICATO DOS PROFISSIONAIS DE POLÍCIA, em conjunto com o mediador Losango Seguros e pela companhia de seguros Tranquilidade, criaram uma solução de saúde complementar ao SAD/PSP e ADSE especialmente a pensar nos nossos associados e no seu agregado familiar.
Para qualquer esclarecimento sobre a subscrição, funcionamento da apólice e reembolso pode contatar :
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8 Polícias Mortos num só ano é imenso!

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Juízes querem polícias em todos os tribunais e salas de alta segurança

Publico
Contra a reforma do anterior Governo, magistrados querem as casas da justiça rebaptizadas "tribunais".
Os juízes pedem a criação de um sistema nacional que garanta a segurança nos tribunais. Nesta medida, incluída no plano de propostas para o sistema de justiça elaborado pela Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP) e enviado recentemente ao Ministério da Justiça, é defendida a presença de polícias nos tribunais, 24 horas por dia e todos os dias do ano”, o que agora não se verifica na maioria dos casos.
Os magistrados salientam que os tribunais são “o único órgão de soberania que não tem” um plano de segurança e que “são cada vez mais frequentes os problemas" resultantes "da falta de segurança”. O dossier com medidas da ASJP, a que o PÚBLICO teve acesso, surge na sequência da apresentação a 1 de Março, pela ministra da Justiça Francisca Van Dunem, do “Plano de Acção Justiça+Próxima”.
Para os tribunais definidos como de “risco elevado ou muito elevado”, a ASJP defende mesmo a criação de salas de “audiência de alta segurança”. Esse modelo de salas, importantes para os juízes nos tribunais implantados em dois terços do país, prevê a instalação de “obstáculos físicos” para impedir o acesso à bancada do tribunal” e separar a posição dos arguidos, das testemunhas e do público.
A presidente da ASJP, Maria José Costeira, sublinhou que a proposta do sistema de segurança “é a única que implica uma despesa”. Quanto às restantes “estão muito discutidas e basta implementar”, disse. O Ministério da Justiça realça que da troca de “impressões” com as várias associações de profissionais do sector “resultaram várias propostas” que “acolhe com agrado” para a “melhoria do sistema de Justiça”.
A tutela lembra, contudo, o investimento - "desenvolvido e que será continuado" - em equipamentos de segurança passiva e segurança activa, designadamente no que diz respeito a “serviços de vigilância”. Neste ponto, o ministério salienta que tem “ampliado o número de postos existentes nos tribunais, sempre à medida das disponibilidades orçamentais”. Como exemplos recentes, a tutela diz tê-lo feito nos tribunais de Beja, Guimarães, Bragança, Castelo Branco, Elvas, Portalegre, Porto, Santo Tirso, Marco de Canavezes, Paredes, Penafiel e Viana do Castelo.
A necessidade do controlo de entradas nos tribunais através da colocação de um “sistema de detecção de metais” é outra das propostas da ASJ, que sugere ainda a colocação de “botões de pânico nos gabinetes dos juízes e nas salas de audiência” ligados à central de segurança do edifício ou à esquadra de polícia mais próxima.  
Em contraciclo com a reforma judiciária da ex-ministra Paula Teixeira da Cruz, os juízes querem que as casas da justiça voltem a chamar-se “tribunais”. “As pessoas não vão a secções, vão a tribunais e isso também é importante para a simplificação da linguagem, a simbologia e a dignidade dos órgãos. Quanto às designações, a reforma menorizou a importância dos tribunais e a sua solenidade”, disse Maria José Costeira.
Os juízes estão igualmente preocupados com a “gritante falta de funcionários” judiciais e sugerem a contratação de “administrativos”, de recém-licenciados através de estágios e a atribuição de “prémios monetários por resultados aos funcionários de justiça”. A ASJP defende ainda o melhoramento do sistema informático dos tribunais, o Citius, com alguns acertos que deverão permitir "libertar os funcionários de justiça de tarefas burocráticas”.

15/02/2016

Caderno reinvindicativo entregue no M.A.I. para que o estatuto, seja cumprido na integra !


Congelamento da pré-reforma !

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Presidente do S.P.P., reage !

Polícias contestam cortes e alertam para envelhecimento da classe

Sic Noticias

O Sindicato dos Profissionais de Polícia critica os cortes no Ministério da Administração Interna e o congelamento das passagens à reserva e pré-reforma previstos no Orçamento do Estado, alertando para o perigo de criar uma polícia envelhecida e sem meios.

Menos agentes, polícias mais velhos e com menos meios materiais para trabalhar é o cenário traçado pelo presidente do Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP-PSP) perante a proposta de Orçamento do Estado 2016 (OE2016) entregue na sexta-feira no parlamento.
Durante este ano, segundo o OE2016, estão suspensas as passagens às situações de reserva e pré-aposentação da GNR, dos agentes da PSP, do SEF, da PJ, da Polícia Marítima e de outro pessoal militarizado e de pessoal do corpo da Guarda Prisional.
A medida exclui apenas quem precisar passar a este estatuto por razões de doença, limite de idade, quando haja exclusão de promoções ou quem já tenha reunido as condições necessárias para passar à reserva.
"Trata-se de uma decisão que o SPP não pode aceitar, uma vez que discrimina a PSP em detrimento dos Militares e coloca em causa o urgente e necessário rejuvenescimento da PSP, existindo sérios riscos de que a segurança dos cidadãos passe a ser garantida por polícias cuja idade já não lhes permite dar resposta cabal aos cada vez mais complexos desafios que a atual criminalidade lhes coloca", defende o presidente do SPP-PSP, Mário Andrade, em comunicado enviado para a Lusa.
O sindicato critica ainda a ligeira diminuição das verbas afetas ao Ministério da Administração Interna, estranhando a medida tendo em conta que as receitas obtidas pelo Estado e provenientes da atividade policial -- tais como multas, coimas ou licenças de uso e porte de arma -- ultrapassaram as verbas previstas para o ano 2015.
Com menos orçamento e com a nova medida que define que só pode ser contratada uma pessoa com a saída de dois funcionários públicos dos quadros, a SPP diz que tal irá afetar a contratação de novos elementos, quando era "imperioso que sucedesse o contrário".
Assim, o SPP vai tentar sensibilizar o governo e os grupos parlamentares para que, no debate na especialidade do Orçamento, este "tenha em conta a principal missão da PSP, que é garantir a segurança pública", e assim sejam alterados estes pontos.
"Para proteger devidamente todos os cidadãos, Portugal não pode ter uma Polícia envelhecida e sem meios humanos e materiais", conclui o presidente do SPP-PSP.
Lusa

ORÇAMENTO ESTADO 2016 DISCRIMINA PSP

ORÇAMENTO ESTADO 2016 DISCRIMINA PSP

REIVINDICAÇÕES PARA 2016

REIVINDICAÇÕES PARA 2016

SEGURO DE SAÚDE COMPLEMENTAR AO SAD/ADSE

04/12/2015

A carta de um policia á sua filha (reedição)

Após permissão do próprio autor da carta que usei neste mesmo video aqui fica publicado o seu nome: Luis Lisboa!
Apesar de depois de publicar o video,ter automaticamente dado todos os creditos da carta ao autor da mesma não divulguei a identificação dele apesar de ja o saber,por não ter autorização prévia para o fazer!
Pelo facto do video anterior igual a este publicado ontem por mim,apresentar legendas demasiado longas e não permitir uma correcta visualização das mesmas por quem visualiza o mesmo,resolvi alterar e colocar as legendas mais curtas para dessa forma permitir assim uma correcta leitura !!
O meu obrigado para quem no meu video anterior me chamou a atenção para esse mesmo facto e assim dessa forma ,pude melhorar este video!!

"Lara Fabian-Love By Grace", gravação de som administrado por:
SME

Simbologia da Bandeira Portuguesa



O SPP-PSP NÃO VAI ESTRAGAR ESCALAS NEM PREJUDICAR NINGUÉM...

15/11/2015

Suicídio. O dia em que António desistiu de ser polícia

Jornal i
António diz que os actuais comandantes da PSP são jovens que tratam os agentes mais velhos com enorme arrogância  
Nelson d’Aires Rosa Ramos
 
Protegeu ministros e prendeu criminosos. Ao serviço da PSP, viu gente enforcada e corpos decapitados. Durante anos trabalhou semanas a fio sem folgar e perdeu a conta às directas que fez em esquadras. Até que, quando estava prestes a fazer 20 anos de carreira, decidiu matar-se. António tinha 40 anos e sentia-se “inútil”. Sobreviveu e nunca ninguém na polícia lhe ofereceu ajuda.
“Tinha 22 anos quando entrei para a PSP. Antes disso ainda fui militar, mas tive sempre a ideia de ser polícia. Na escola já mostrava uma certa tendência para proteger os mais fracos e não gostava nada de injustiças. Na minha cabeça os polícias existiam para isso: proteger, ajudar e socorrer.
Não precisei de muitos anos de PSP para perceber que afinal a realidade era outra. O meu primeiro comandante, no final da década de 1980, era um oficial já com uma certa idade que favorecia os comerciantes da zona. E nós tínhamos todos de ser coniventes com aquilo, até porque ele fazia questão de nos avisar que não podíamos “romper o capote” – era a expressão usada. Se alguém discordasse do sistema, não durava ali muito tempo e aquilo fazia-me confusão.
À medida que vamos avançando no serviço, a forma de ver a vida vai mudando. Chegamos a casa e não conseguimos desligar e falar de outra coisa que não o trabalho. Às vezes está-se na esquadra tranquilamente e de repente muda tudo: cinco minutos depois já se está na rua, numa situação de perigo e com uma arma apontada. É uma adrenalina complicada. Depois regressa-se à esquadra e são horas a fio a escrever expediente. Perdia a conta às directas que fiz em trabalho. Antigamente só folgava de 15 em 15 dias e ainda hoje é complicado ter folgas. Muitas vezes o comandante avisa-nos de véspera que afinal não podemos ir de fim-de-semana porque há uma operação qualquer. Não podemos recusar – senão ficamos marcados – e quando se dá conta já não se descansa há dez dias seguidos. Isto para não falar dos turnos e das vezes que temos de trabalhar 24 horas seguidas.
Na polícia lidamos com coisas com que mais ninguém na sociedade quer lidar. Em mais de 30 anos de carreira já vi quase tudo. Já entrei em apartamentos e dei de caras com gente enforcada. Já tive de ir buscar uma cabeça projectada, num acidente de automóvel, a mais de 50 metros metros de distância do corpo e a seguir tive de ir dar a notícia à viúva e aos dois filhos pequeninos, que desataram a chorar. Uma vez entrou-me pela esquadra dentro, a meio da noite, uma mulher com uma sobrinha de três anos pela mão, que tinha acabado de ser violada pelo tio, e na altura eu tinha uma filha com essa idade.
Lidamos com coisas que nos marcam o resto da vida. Ainda não estava há um ano na polícia e não morri por milagre. Houve um assalto muito grande e, por descoordenação das chefias, correu tudo mal. Eu estava atrás de um muro com outros dois polícias e deu-se uma explosão muito grande. Tive a certeza absoluta que ia morrer e os meus ouvidos estouraram. Quando recuperei a consciência estava debaixo dos escombros e um colega meu, que tinha entrado no edifício, morreu. Durante muito tempo não consegui dormir. Quando fechava os olhos e estava a pegar no sono, dava saltos na cama porque ouvia o barulho da explosão e os gritos. Quando foi da menina violada, sonhava com isso constantemente e passei a olhar para a minha filha de maneira diferente, com alguma angústia. Também sonhei meses a fio com a cabeça e o corpo decapitado no acidente e o choro das crianças quando souberam que o pai não ia voltar. E estas coisas não se partilham na polícia. Com ninguém. Porque se uma pessoa se queixa ou fala no assunto, o que ouve, sobretudo das chefias – que supostamente deviam apoiar os seus homens –, são coisas do género “você quando veio para cá já sabia que era assim” ou “a porta da rua é a serventia da casa”. Cheguei a ouvir isso a comandantes quando dava a entender que alguma coisa não estava bem.
Durante 20 anos não parei em casa. Ingressei num dos corpos especiais da polícia e às vezes estava aos 15 e aos 20 dias fora, a viajar pelo país. Não vi os meus filhos crescer. Só ia a casa de vez em quando e quando aparecia tinha de dormir para poder voltar ao trabalho. É por isso que muitos polícias se divorciam. Poucas mulheres aguentam. Felizmente tive sorte. A minha mulher nunca me abandonou, apesar de eu a ter abandonado tantas vezes. Muitas vezes não conseguia sequer falar com o meu filho ao telefone, por causa dos horários trocados. Ele tem 30 e tal anos e ainda se lembra de eu me despedir dele antes de sair para o trabalho e de lhe dizer: “Agora vais ser o homem da casa e cuidar da tua mãe.” [Silêncio.]
A dada altura o ritmo era tão intenso que pensei desistir do corpo especial e voltar à esquadra, mas ia ganhar menos e entretanto tínhamos comprado casa. O ordenado não chegava. Essa é outra questão: ganha-se mal para aquilo que se faz e hoje em dia tem de se andar preocupado e a fazer contas de cabeça para pagar o que é preciso. Durante anos tive um part-time em segredo para pagar as contas.
Estar na polícia foi piorando a minha maneira de ver a vida e a minha cabeça. A partir dos 38 anos, mais ou menos, comecei a andar muito ansioso e não tinha vontade de fazer nada. Há muitas coisas de que não me lembro dessa altura, mas a minha mulher conta que estive meses sem sair do sofá. Os meus filhos falavam comigo e eu não lhes respondia. Ela falava comigo e eu gritava que me deixasse em paz. Se houve algum acontecimento que pudesse ter desencadeado isso? Não. Foi o acumular de anos e anos de noites mal dormidas e em branco, de tensão, de experiências de trauma, de stresse com a chefia. Estive dois anos de baixa e fui acompanhado por um médico de clínica geral que me ia receitando sertralina. A minha mulher teve de arranjar mais um emprego para aguentarmos o barco.
Até que um dia – e felizmente não o fiz de forma eficaz – achei que podia resolver tudo de outra maneira. Tinha 40 anos, estava quase a fazer 20 de polícia, e sentia-me completamente inútil. Fui perdendo o amor-próprio e sentia que ninguém se preocupava comigo ou queria saber. Programei tudo com dias de antecedência... estas coisas programam-se sempre em detalhe. Assegurei-me de que os miúdos estavam na escola e deixei a minha mulher sair para o trabalho. Depois tomei os comprimidos. O que aconteceu a seguir foi... não sei... talvez a mão de Deus. A minha mulher deu pela falta de uns papéis importantes e teve de voltar a casa. Eu estava no chão já quase sem sentidos, mas a ambulância ainda veio a tempo. Estive no hospital e o médico de clínica geral mandou-me para um psiquiatra, que me acompanhou durante dois anos. Sempre fora da PSP, porque os médicos da polícia nunca me inspiraram confiança. Preferi pagar tudo do meu bolso e não foi fácil, porque estava de baixa e recebia pouco. O gabinete de psicologia... o chefe daquilo recebe o aval do director nacional, e claro que deve haver troca de informações.
Como fui parar ao hospital, toda a gente soube do que aconteceu. Na polícia o ambiente é muito masculinizado e feito de homens que têm de ser fortes ou mostrar que o são. E a tendência quando alguém está com uma depressão é pensar: “Olha, aquele está maluco.” O psiquiatra dizia que, além de stresse pós-traumático resultante de situações de trabalho, evidenciava muitas marcas de maus- -tratos por parte das chefias.
Entretanto tinha de me apresentar na junta médica da PSP para renovar a baixa, com o relatório do psiquiatra. Ele passava-me a baixa sempre para mais 30 dias, mas o responsável pela junta – que era um comandante da polícia e não percebia nada de medicina – nunca me autorizava os 30 dias. Só me dava 15 dias de cada vez e dizia que era para me obrigar a voltar lá. Aquilo era uma tortura e eu já estava a passar tão mal! Além disso tinha de fazer 150 quilómetros para poder apresentar-me lá. Estive dois anos assim. Nunca ninguém me ofereceu apoio e nunca nenhum comandante – eles estão sempre a mudar – me telefonou a perguntar o que se passava comigo ou se poderiam ajudar. Nunca, nem a seguir à tentativa de suicídio. E isso era o pior... Sentia--me completamente invisível e abandonado pela instituição pela qual tinha dado tudo na vida: o meu tempo, a minha saúde. Curiosamente, nunca me tiraram a arma de serviço. A minha sorte foi que costumava deixá-la num armário no trabalho, porque quando a gente pensa em matar-se agarra naquilo que está mais à mão.
António diz que os actuais comandantes da PSP são jovens que tratam os agentes mais velhos com enorme arrogânciaVoltei ao serviço há um ano e pouco. Mais uma vez, nem uma palavra do comandante – que por acaso no dia em que eu cheguei fez questão de frisar que era licenciado e doutor. As pessoas não calculam o que são as chefias intermédias actuais na PSP. Homens com 20 ou 30 anos de experiência são comandados por miúdos com 22 ou 23 anos acabados de sair do instituto e que não sabem nada da vida nem da profissão. Talvez por insegurança, tornam-se autoritários e severos. Dou um exemplo: há pouco tempo um colega meu foi chamado ao gabinete do comandante, que, do nada, lhe anunciou que tinha até sexta-feira para meter o papel com um pedido de transferência senão corria com ele. Só porque sim. Isto acontece todos os dias na polícia. Há comandantes que telefonam aos polícias que estão de folga a exigir que se apresentem ao trabalho no dia a seguir e ai de quem mostrar má vontade. A arrogância é permanente em alguns locais de trabalho e uma pessoa tem de se calar senão tem a vida num inferno. Os amigos do comandante, geralmente miúdos da mesma idade com quem saem à noite, são favorecidos em tudo nas folgas de compensação e nos gratificados. Uma pessoa, especialmente com a minha idade, olha para isto tudo e sente-se completamente inútil. É como se não valêssemos nada e como se a carreira que fizemos não valesse nada.
Outro grande problema é que os polícias são avaliados em função de objectivos. Tem-se melhor nota do comandante se se passar mais multas ou pelo número de detenções. Eu não concordo com isso; prendo se tiver de prender. E vejo os miúdos mais novos permanentemente ansiosos e nervosos porque têm de mostrar serviço para o comandante lhes dar boa nota.
Entretanto, e como já tenho a idade, meti os papéis para a pré-aposentação. Só que há dias soube de um novo problema: parece que agora, por causa da entrada em vigor do novo estatuto, os pedidos já feitos caducaram e é preciso repetir o processo em Janeiro – todos os polícias aos mesmo tempo, sem saber quem passa à frente de quem. São estas coisas que moem e que não fazem sentido na PSP. Estou cansado da polícia.”

Suicídios na GNR e PSP: Especialistas pedem atenção a comportamentos depressivos

TVI24
Colegas podem ajudar identificando alterações de comportamento

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O Dr. Mauro Paulino, Coordenador da Mind | Psicologia Clínica e Forense, foi um dos especialistas entrevistados na reportagem dedicada ao tema do suicídio nas forças policias e exibida no Jornal das 8 de hoje.
VÍDEO

Director nacional da PSP enviou um email a todos os polícias em que admite o fracasso das políticas na prevenção dos suicídios na instituição.

Desde o início do ano suicidaram-se 12 elementos das forças de segurança
Desde o início do ano suicidaram-se 12 elementos das forças de segurançaAna Brígida Rosa Ramos
 Jornal i
Foi o quarto suicídio nas forças de segurança em menos de duas semanas e o terceiro na PSP. Uma agente da esquadra de Águas Santas, na Maia, suicidou-se anteontem à noite num parque nos arredores do local de trabalho. Ao que o i apurou, Ana utilizou a arma de serviço para dar um tiro no coração e deixou um bilhete de suicídio a avisar que não queria “polícias fardados no funeral”.
A agente estava a atravessar um processo de divórcio e foi o ex-marido, que trabalhava na mesma esquadra, que foi chamado à ocorrência –  

Agente da PSP avisou que não queria fardas no funeral

Noticias ao minuto 

Os suicídios nas forças de segurança demonstram a ineficácia das polícias na prevenção dos suicídios na instituição.

No espaço de duas semanas, quatro polícias puseram termo à vida, sendo que três deles pertenciam à PSP e um à GNR. O último caso ocorreu anteontem à noite, num parque nos arredores da esquadra de Águas Santas, na Maia.

Polícias no terreno estão sujeitos a Síndrome de Burnout

ZAP.aeiou 
Os polícias portugueses apresentam bom estado psicológico no primeiro ano de serviço, mas à medida que vão para o terreno registam mais problemas psicológicos, que no limite podem levar ao suicídio, alerta uma investigadora da Universidade do Porto.
-Estudos sobre o “Burnout e indicadores psicopatológicos em polícias”, que revelam que os jovens agentes da PSP, no seu primeiro ano de serviço efetivo e colocados em Lisboa, apresentam “valores baixos de ‘burnout’”, “bom estado psicológico” e “realização profissional boa”.
Os estudos fom realizados pela investigadora Cristina Queirós, da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, em conjunto com psicólogos da Divisão de Psicologia da PSP.
A investigadora alerta, contudo, que a progressão do mal-estar psicológico, cansaço emocional e stresse crónico no trabalho aumentam à medida que os polícias vão sendo colocados no terreno, principalmente no atual momento de crise, em que são confrontados com “mais exigências emocionais” e “cada vez menos recursos”.

Empresas de telecomunicações usam a fidelização até ao “limite do absurdo”

Público

Direcção-geral do Consumidor diz que há interpretação “dúbia” nos períodos de fidelização. Os operadores queixam-se de concorrência agressiva nos preços, os consumidores de ficar amarrados a contratos. A Anacom tem indícios de que há casos em que as empresas não cumprem os deveres de informação.
“Tem a certeza que quer emigrar?” A pergunta de um assistente de atendimento ao cliente da Meo perante um pedido de informações sobre o cancelamento de um contrato, traduz bem a resistência das empresas de telecomunicações em abrir mão de um cliente. Não é por acaso que as queixas sobre fidelização (incluindo a chamada refidelização, a renovação do período obrigatório de vinculação) continuam a chegar à Deco e à Anacom, que num relatório de Outubro revelou haver indícios de que a lei nem sempre é cumprida.
A seguir à ASAE, a Anacom é a entidade que mais queixas recebe no livro de reclamações e no relatório do primeiro semestre refere “indícios de incumprimento da legislação” em 13% das situações reclamadas, incluindo em temas como a “informação sobre as condições de oferta dos serviços, em particular sobre a existência e duração dos períodos de fidelização” e as “práticas comerciais desleais” na contratação.
Perante infracções, a Anacom pode aplicar sanções (embora as “empresas temam mais a carga burocrática associada aos processos do que as multas”, como disse um advogado especialista em telecomunicações ao PÚBLICO). Porém, tratando-se do que chama “conflitos individuais” entre clientes e empresas, o regulador “não tem competências de mediação” e boa parte dos processos acabam na Deco ou em centros de arbitragem de consumo.
A legislação permite que as empresas fixem períodos contratuais mínimos de dois anos para recuperarem custos como a instalação e activação do serviço. E também que voltem a fidelizar clientes com promoções ou novos tarifários. No entanto, a avaliar pelo número de queixas sobre fidelizações (até Setembro chegaram 18 mil à Deco, de um total de 42.530 recebidas sobre telecomunicações) é evidente que algo falha no diálogo entre empresas e clientes. As telecomunicações, como reconhece a Anacom nos seus relatórios, são um sector com “elevado nível de reclamações e litigância entre consumidores e operadores”, o que resulta da concorrência do mercado e das “práticas comerciais agressivas”. A tendência agravou-se com o aparecimento dos pacotes de telecomunicações, que são o serviço mais reclamado.

Motard da PSP ferido em escolta

Um motociclista da Divisão de Trânsito da PSP de Lisboa ficou esta segunda-feira à tarde ferido num despiste quando fazia a escolta ao presidente da Bulgária, de visita a Portugal. 
O acidente ocorreu junto à Assembleia da República, onde o governante búlgaro tinha sido recebido. 
Segundo apurou o CM, o despiste ocorreu às 15h30, no cimo da avenida D. Carlos I, e ter-se-á ficado a dever ao piso escorregadio (devido à chuva) e desnivelado (por causa dos carris do elétrico e do empedrado) http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/portugal/detalhe/motard_da_psp_ferido_em_escolta.html