Os salários dos agentes não estarão em causa, garantiu o MAI esta semana aos polícias.
A PSP precisaria de cerca de 100 milhões de euros para resolver o
problema financeiro actual. Segundo as estimativas da ASPP e SPP - os
maiores sindicatos desta polícia - este seria o valor exigível para
suprir as necessidades financeiras mais graves em áreas tão
diversificadas como a segurança social, o sistema de saúde, combustíveis
e meios de transporte, bens consumíveis e a melhoria das condições das
esquadras, além da garantia dos salários dos agentes.
Um dos problemas que os polícias querem ver resolvido "urgentemente" é
a questão das novas posições remuneratórias, que entraram em vigor no
ano passado mas que não estão a ser aplicadas a todos os profissionais,
levando a discrepâncias nos vencimentos.
A situação não é, contudo,
animadora. Esta semana os sindicatos ouviram da boca do ministro da
Administração Interna que o Governo não tem dinheiro para pôr cobro a
estes problemas.
"Para resolver a situação actual a PSP, ou o Estado, precisariam de
cerca de 115 milhões de euros, segundo as últimas contas", diz Paulo
Rodrigues, presidente da Associação Sindical dos Profissionais da
Polícia que representa mais de 11 mil agentes da PSP. Para o líder
associativo este valor é, no entanto, muito volátil e "pode ter
aumentado já face à avaliação realizada há cerca de dois meses". O
presidente do Sindicato de Profissionais de Polícia, António Ramos, fala
num intervalo de "90 a 100 milhões de euros" como meio para combater a
crise financeira e de meios da polícia portuguesa.
"A situação é complexa e exige grande cuidado", refere António Ramos
para quem o facto de o orçamento para a PSP não contemplar, a partir de
Outubro, mais verbas para salários "é um factor muito preocupante". O
líder da SPP referiu, ainda assim, que na reunião de quarta-feira com o
ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, teve a "garantia de
que não haverá problemas relativamente a salários". Contudo, no mesmo
dia, Paulo Rodrigues recebeu a confirmação por parte do ministro de que o
problema financeiro do MAI "é realmente grave".
Embora reconheça que encontrar os mais de 100 milhões necessários
para pôr as contas da PSP em dia é "tarefa quase impossível", o
presidente da ASPP adianta que há problemas intermédios que seria mais
fácil resolver. "Se o Governo resolvesse a questão dos 150 mil euros
mensais que custa rectificar as promoções desde Janeiro, já seria bom e
uma almofada sócio-profissional para justificar uma situação que é
injusta e revela o não cumprimento da lei por parte do próprio Estado"
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Há 1 semana
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