02/07/2012

PSP: Ministro anuncia redução de mais de 120 cargos de chefia


O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, anunciou esta segunda-feira a redução de mais de 120 cargos de chefia na PSP e de 412 núcleos e secções nos diversos comandos desta força de segurança.
"Pretende-se assim introduzir mecanismos mais flexíveis ao nível dos cargos de direcção intermédia, e reduzir o peso burocrático na organização da Polícia numa lógica de optimização dos recursos e de maior eficiência nos procedimentos", disse Miguel Macedo na cerimónia que assinalou o 145.º aniversário da PSP.
Nesse sentido, adiantou uma redução de mais de 120 cargos de chefia da PSP e a passagem dos núcleos e secções, nos diversos comandos distritais, dos atuais 592 para 180.
Estas propostas constam das alterações à lei orgânica da PSP e ao estatuto da Polícia de Segurança Pública, projectos que já foram entregues aos sindicatos da Polícia.
Em declarações aos jornalistas, o director nacional da PSP, superintendente Paulo Gomes, explicou que a redução dos cargos de chefia será ao nível dos oficiais e vai acontecer nos comandos regionais, distritais e metropolitanos da Polícia.
Paulo Gomes disse que os números resultam de uma proposta da direcção nacional da PSP, tendo o projecto da lei orgânica, como objectivos, "maior racionalização, optimização dos recursos e meios e uma maior flexibilização na gestão dos recursos humanos e nas estruturas da PSP.

O drama da PJ


Pretendem consagrar na nova LO alterações que subtraem a PSP ao colete-de-forças da Lei 12A, que faz do polícia um funcionário de repartição e lhe impõe um sistema de avaliação inadequado.
Na nova LO, a PSP recupera o conceito de corpo especial, condição para excepções que a dignificarão como Polícia. O MAI desbloqueou 50 milhões e resolveu JÁ, entre outros, os problemas remuneratórios de 4000 polícias, comprometendo-se a resolver os problemas dos 18 000 restantes, em 2013; vai descongelar os concursos, ao mesmo tempo que a Direcção da PSP reivindica a incorporação de 500 efectivos/ano; já este ano aumenta o valor dos gratificados (trabalho fora do horário normal) que passará a 34 €/4 horas, contrastante com os 36 €/ 24 horas na PJ. Na LOIC trabalha para "crescer" e… enfraquecer mais a PJ.
Do lado da Justiça, no que concerne à PJ,parece só existir vontade real de mudança na ASFIC. Para a Direcção da PJ, estamos bem, como estamos! Este é o nosso drama!

28/06/2012

Investigação Criminal pode estar comprometida

Imagem do comandante é importante para a polícia

 Investigação Criminal pode estar comprometida

(A ASPP/PSP está preocupada com os meios e a eficácia da polícia) reconquista

A qualidade do serviço desenvolvido pela Esquadra de Investigação Criminal (EIC) do Comando da PSP de Castelo Branco pode estar comprometida, segundo reconhece o presidente da Associação Sócio Profissional da Polícia (ASPP/PSP). Paulo Rodrigues reuniu com os órgãos distritais daquela estrutura sindical, para “fazer uma análise dos problemas específicos de Castelo Branco, se bem que não são muito diferentes dos comandos da PSP do resto do país”. Um dos capítulos preocupantes refere-se à Investigação Criminal. “Há uma viatura descaracterizada que está parada, na Esquadra da Covilhã, mas há outras a circular no limite, por falta de capacidade orçamental para reparações. Quando as viaturas são essenciais para um bom serviço, são dos equipamentos que fazem mais falta para um serviço eficaz e de qualidade”, explica Paulo Rodrigues. Mas o desfalque dos meios materiais não são os únicos a preocupar, pois “a falta de meios humanos também reforça a perda de eficácia e qualidade do serviço”. Em Castelo Branco, nos últimos meses, a EIC perdeu já três, que foram mudados para outros serviços, ou seja, perdeu tantos homens quantos, normalmente, forma uma equipa. “A EIC faz um serviço extremamente importante, especializado e com provas dadas, pois apresenta resultados, quer em número, quer em qualidade. Retirar-lhe elementos é desvalorizar um dos serviços mais importantes da PSP”, esclarece Paulo Rodrigues, acrescentando que “esta é uma preocupação também para a população, que percebe estas fragilidades. E a redução deste tipo de efetivo também pode por em causa a resposta de um serviço tão específico”. Esta situação tem-se agravado com o alegado mau estar que se tem vivido no Comando de Castelo Branco da PSP. “Este mau estar também preocupa a ASPP/PSP. Temos recebido reclamações de polícias, mas também de cidadãos, sobre a forma como o comandante de Castelo Branco exerce a sua tarefa. Já transmitimos essas preocupações ao diretor nacional, de quem esperamos uma atenção e resposta adequada ao problema. Queremos transmitir confiança à população, não só através dos comportamentos dos agentes policiais que andam na rua, mas também através da figura do comandante. Se houver uma má imagem do comandante na região não é benéfico nem para a polícia, nem para a segurança dos cidadãos”, reconhece Paulo Rodrigues. Castelo Branco tem agora instalações dignas para os polícias e para os cidadãos, “mas os problemas da polícia não são só meios físicos e materiais, os meios humanos também importam”. A dificuldade financeira leva também a que haja outro tipo de desgaste, também ao nível do material informático, com prejuízo dos serviços administrativos. A isto junta-se a média de idades no Comando de Castelo Branco da PSP, “muito avançada, tal como é característica dos comandos do interior, o que também prejudica uma polícia que se quer avançada, dinâmica e proativa”. Paulo Rodrigues espera que o Ministério da Administração Interna inicie de novo o diálogo com a ASPP/PSP, que terminou em janeiro. “Se o silêncio da tutela significa ignorar os polícias e os problemas que evitam um trabalho de excelência, podemos sair de novo à rua em protesto”, avança o presidente da ASPP/PSP. 
Lídia Barata

27/06/2012

Quatro assaltos e uma tentativa armada

SEM GRANDES PREJUÍZOS, NEM FERIDOS. DOIS HOMENS DETIDOS EM CASTELO BRANCO 

Três estabelecimentos comerciais foram assaltados no Centro Comercial Nuno Álvares, em Castelo Branco, na última segunda-feira. Foram roubados 50 euros de uma máquina de venda de alimentos e provocados danos. 

António Roxo, administrador do condomínio, acredita que os assaltantes conheciam o local e entraram quando não havia ninguém no espaço. "Tinha saído por momentos, para depois regressar para a limpeza do espaço. A porta exterior, que estava encostada, terá servido para os larápios entrarem", disse o responsável.
Também na segunda-feira um grupo tentou assaltar à mão armada uma ourivesaria no centro da Covilhã. Um dos indivíduos entrou na Ourivesaria Pacheco, na Rua Direita, pelas 18 horas, com uma caçadeira, mas com a confusão que se gerou "não conseguiu consumar o roubo e fugiu", numa viatura, em que outro indivíduo estava ao volante, referiu fonte do estabelecimento.
Ainda em Castelo Branco, as instalações do Jardim de Infância da Obra de Santa Zita foram assaltadas na madrugada de sábado. Os larápios entraram por uma porta lateral do edifício e, já no interior, furtaram equipamento no valor total de 700 euros. No entanto, suscitaram a curiosidade do vigilante de serviço, pelo que se puseram de imediato em fuga. Chamada de imediato a PSP ao local, foi tomada nota da ocorrência. No entanto, após os agentes policiais concluírem o seu trabalho, os meliantes voltaram novamente ao local. O vigilante alertou novamente a Polícia, que surpreendeu os indivíduos, tendo sido detidos e recuperado o material.

Gazeta do Interior 26-06-2012 | Edição: 1228

PSP: Portaria com novas tabelas remuneratórias concluída em Julho


A portaria com as novas tabelas remuneratórias dos serviços gratificados da PSP e GNR vai estar concluída em julho, avançou hoje o Sindicato dos Profissionais da Polícia (SPP/PSP), que cancelou a vigília de quinta-feira frente ao ministério.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da SPP/PSP, António Ramos, disse que obteve hoje a garantia do ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, de que a portaria estará "concluída no início de julho, com novos valores".
Uma delegação da associação sindical esteve hoje reunida com Miguel Macedo, numa das várias audiências do ministro com os sindicatos representativos das forças de segurança.
Depois da audiência, António Ramos adiantou que, face à garantia obtida, o Sindicato dos Profissionais da Polícia decidiu cancelar a vigília que tinha marcado para quinta-feira, em frente ao Ministério da Administração Interna, em Lisboa.
O sindicalista referiu que as novas tabelas remuneratórias dos gratificados (serviços especiais prestados pela PSP e GNR, designadamente em instituições públicas ou privadas, recintos desportivos, supermercados, bancos, entre outros) prevê "aumentos significativos", atualizando para a PSP preços que se mantinham inalteráveis há quatro anos.
De acordo com o SPP/PSP, as novas tabelas preveem um ganho mínimo de 34 euros/quatro horas caso, por exemplo, um polícia preste serviço especial num recinto desportivo de um clube constituído como Sociedade Anónima Desportiva (SAD) ou numa instituição pública ou privada.
Nestas situações, enquandradas pela chamada "tabela dos remunerados profissionais", o aumento esperado, relativamente aos valores atuais, é superior a 10 euros por cada período de quatro horas de serviço prestado.
Já os agentes integrados na nova "tabela dos remunerados amadores" que façam, por exemplo, gratificados em recintos de prática desportiva amadora, passarão a receber 20 euros/quatro horas, o que corresponde a um aumento médio de 3 a 4 euros face aos preços atuais.
Em ambas as tabelas remuneratórias, realça o SPP/PSP, o montante dos gratificados acresce se o serviço for prestado durante a noite ou aos fins-de-semana e feriados.
A portaria, que, segundo o SPP/PSP define os mesmos valores remuneratórios para os gratificados da polícia e da GNR, é aguardada desde dezembro, altura em que, precisou, o Governo apresentou o projeto de diploma.

DESCONVOCAÇÃO DE VIGÍLIA





23/06/2012

O POLICIA

Faixa publicitária

Grande Lisboa: Comando Metropolitano da PSP tem metade das viaturas avariadas - sindicato


Polícias admitem luta contra silêncio do ministro

A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) admitiu hoje promover várias formas de luta para protestar contra o silêncio do ministro da Administração Interna na obtenção de respostas aos problemas dos polícias.Numa carta aberta enviada a Miguel Macedo, o sindicato mais representativo da PSP refere que está há seis meses a tentar obter uma resposta do ministro da Administração Interna (MAI) em relação aos problemas dos polícias, mas só tem recebido silêncio."Fica claro que, ou o MAI não pretende o diálogo com os profissionais da PSP, ignorando-os, ou não pretende simplesmente resolver os problemas dos polícias, bem como a melhoria do funcionamento da PSP", adianta a ASPP na missiva.Perante este silêncio, a ASPP sublinha que "não resta outra alternativa que não seja demonstrar publicamente a indignação", estando agendada para as próximas semanas uma reunião dos órgãos dirigentes do sindicato para análise e definição de ações de âmbito sindical.O presidente da ASPP, Paulo Rodrigues, disse à agência Lusa que a reunião deverá realizar-se até ao final do mês de junho, podendo ser agendadas várias formas de luta, nomeadamente uma manifestação.Paulo Rodrigues explicou que a carta teve por objetivo mostrar a "indignação relativamente à forma como tem vindo a ser tratado o maior sindicato da PSP pelo próprio ministro"."Com várias situações internas que causam revolta, o ministro não pode optar pelo silêncio, sendo necessário dizer o que pretende para os polícias", disse.A ASPP adianta que continua por aplicar a todos os polícias a tabela remuneratória que entrou em vigor em 2010 e aqueles que entraram para os novas escalões remuneratórias, em dezembro de 2011, por terem sido ultrapassados por elementos mais novos, ainda não receberam os retroativos, além de ainda não terem sido descongelados os concursos necessários para o funcionamento da PSP.

Polícias Fazem Vigília À Porta do MAI Dia 28 De Junho







SPP-PSP Não Esquece Preocupações Dos Policias



De Polícias para Polícias,                         12/06/2012 A DIRECÇÃO NACIONAL DO SPP-PSP

Governo Não Cumpre o Prometido: SPP-PSP Exige Publicação Da Nova Tabela De Renumerados




03/06/2012

Eleições Para O Conselho Superior De Polícia E Para o Conselho De Deontologia e Disciplina.




24/05/2012

LISTAS DO SPP / PSP

Faixa publicitária

Alterações De Posições Remuneratórias






09/05/2012

SPP-PSP Defende Aplicação De Novos Horários a Todo O Comando De Lisboa




08/05/2012

PJ investiga incêndios que destruíram dois bares do mesmo empresário na Covilhã

Chamas deflagraram nos dois locais por volta das 5h desta terça-feiraIncêndios deflagraram ao mesmo tempo
 A Polícia Judiciária (PJ) está a investigar dois incêndios que deflagraram em simultâneo, cerca das 5h desta terça-feira, em dois bares em locais distintos da Covilhã explorados pelo mesmo empresário, informou fonte policial.

Nos incêndios nos dois espaços, que estiveram encerrados na noite de segunda-feira, não houve vítimas a registar. 
O Bar 51, na Rua da Indústria, ficou totalmente destruído, enquanto o bar e discoteca Fábrica 51, na Avenida Frei Heitor Pinto, ficou parcialmente danificado pelas chamas.
Elementos da Polícia Judiciária têm estado durante o dia de hoje a realizar perícias nos dois locais.
Os Bombeiros Voluntários da Covilhã combateram os incêndios até às 9h com 40 homens e dez viaturas, disse à Lusa fonte da corporação.

PSP/GNR: ministro garante resolver sistema remuneratório em 2013


O ministro da Administração Interna garantiu hoje que o orçamento do Estado do próximo ano terá as verbas necessárias para integrar todos os elementos da PSP e GNR no sistema remuneratório aprovado em 2010.
“Ao contrário do que aconteceu com todo o resto da administração pública, há uma situação que vem desde 2010 que afeta as forças de segurança, em que não ficou completo o processo de integração no sistema remuneratório que então foi aprovado”, disse aos jornalistas Miguel Macedo, no final da cerimónia que assinalou o quarto aniversário da Unidade Especial de Polícia (UEP) da PSP.
O regime remuneratório das forças de segurança, que entrou em vigor em 2010, ainda não foi aplicado a todos os elementos da PSP e da GNR, sendo uma das principais reivindicações dos sindicatos e associações socioprofissionais.
O ministro admitiu que esta questão “tem trazido alguma instabilidade do ponto de vista profissional dentro das forças de segurança”, sublinhando que resolver o assunto constituía “uma prioridade política” para o Governo.
“No próximo exercício orçamental esta situação vai ficar normalizada”, garantiu, considerando tratar-se de “uma circunstância de inteira justiça” e não de “uma situação excecional” para as forças de segurança.
Miguel Macedo sublinhou que a resolução do problema do sistema remuneratório “constitui um esforço orçamental importante”.
“É possível dizer que naquilo que diz respeito à parte remuneratória vamos poder estar em condições de estabilizar aquilo que são as forças de segurança e o trabalho absolutamente essencial que desempenham na sociedade portuguesa”, adiantou.
O ministro disse igualmente que dentro de poucos dias será tornada pública a reestruturação da PSP, mas escusou-se avançar com as futuras alterações.
Sobre a reestruturação da GNR, que prevê a reativação da Brigada de Trânsito e da Brigada Fiscal, Miguel Macedo afirmou que o Ministério da Administração Interna está já a trabalhar no conjunto de diplomas relacionados com a orgânica da desta força de segurança.

Petição Petição Inconstitucionalidade dos cortes dos subsídios de Férias e Natal

Para:Assembleia da República; Primeiro-Ministro;Ministro das Finanças;Presidente da República


As recentes medidas para retenção do subsídio de Natal e Férias, representam um atentado aos direitos de todos os trabalhadores, apelando ao descontentamento geral, não constituindo uma imposição da "troika" mas sim um capricho governamental para fazer face às "politicas e gestões" que os governos têm levado a cabo nos últimos anos.


O Art. 17.º do Decreto Lei nº 496/80 de 20 de Outubro estabeleçe que "Os subsídios de Natal e de férias são inalienáveis e impenhoráveis."

É um facto que muitos sindicatos estão a levar a cabo medidas que visam o recurso a tribunais, nesta luta contra o corte dos subsídios, mas é preciso mais do que isso.

É preciso a nossa voz se fazer ouvir na Assembleia da República, é preciso levar esta lei ao Tribunal Constitucional. E para isso é necessário que todos nós assinemos a presente petição, a bem de todos nós, a bem dos nossos filhos e netos, dos nossos idosos, do nosso povo, da nossa cultura e da nossa independência.

Os signatários

05/05/2012

O POLICIA

Faixa publicitária

ELEIÇÕES





02/05/2012

Sistema de contra-ordenações 'transmite sensação de grande impunidade', PSP

O director nacional adjunto da PSP, superintendente Paulo Lucas, questionou hoje a eficácia do sistema de contra-ordenações após o levantamento dos autos, considerando que o actual modelo «transmite uma sensação de grande impunidade».
«O actual modelo é complicado. Transmite uma sensação de grande impunidade», disse, no parlamento, o director nacional adjunto para a área operacional da PSP, que hoje foi recebido pelo grupo de trabalho de segurança rodoviária criado no âmbito da Comissão Parlamentar de Economia e Obras Públicas.
Paulo Lucas adiantou que é necessário garantir que o sistema «funciona» e «é eficaz» após o levantamento dos autos por parte das autoridades.
O director nacional adjunto da PSP referia-se aos casos em que os condutores não pagam as multas na altura em que são autuados.
Como soluções propõe que o IRS não seja devolvido quando os automobilistas têm coimas por pagar e a apreensão dos veículos nos casos em que a decisão já transitou em julgado.
Paulo Lucas considerou também que os novos procedimentos aplicados pelo Ministério Público aos condutores apanhados com álcool «levanta alguns problemas», uma vez que estes são punidos sem ir a julgamento.
O procurador-geral da República, Pinto Monteiro, enviou, em Março, uma circular ao Ministério Público a ordenar aos procuradores que, em vez de julgamento, optem pela suspensão provisória do processo, propondo ao arguido, por exemplo, o cumprimento de trabalho comunitário, o pagamento de donativo pecuniário ou a frequência de uma acção de formação.
O director nacional adjunto da PSP afirmou que a base de dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária «não está preparada para receber» este tipo de medidas, podendo apenas contemplar as sanções administrativas e as decisões que transitaram em julgado.
Paulo Lucas afirmou igualmente que a actuação do poder judicial é «desconforme» no que toca aos processos sumários de condução com o efeito de álcool, existindo magistrados que são mais duros do que outros.
O responsável considerou ainda «inaceitável» que os condutores continuem «a vangloriar-se», socialmente, por terem conduzido com excesso de álcool ou velocidade.
No parlamento, o director nacional adjunto da PSP afirmou que no ano passado a Polícia de Segurança Pública multou na sua área de actuação 641.286 condutores, mais 69.657 do que em 2010.
A maior parte das contra-ordenações levantadas pela PSP está relacionada com velocidade (51.020), uso de telemóvel (32.049), Inspecção Periódica Obrigatória (28.660), álcool (20.840), seguro automóvel (12.114) e cinto de segurança (11.843).
No primeiro trimestre deste ano, a PSP registou 3.100 acidentes que provocaram 23 mortos, 175 feridos graves e 3.611 feridos ligeiros, números que apresentam uma diminuição relativamente ao mesmo período de 2011.
Paulo Lucas considerou ainda «muito preocupante» os mortos em resultado dos atropelamentos e dos acidentes com veículos de duas rodas.

Diretor da PSP propõe menos esquadras e polícias

"Racionalidade populista", é como o diretor nacional adjunto da PSP, com o pelouro das Finanças e Logística, caracteriza as políticas governamentais em matéria de segurança. O superintendente José Matos Torres propõe um corte revolucionário na forma de gestão da PSP: não são precisos mais polícias nem mais esquadras, mas sim qualificar e equipar tecnologicamente o efetivo. Num artigo de opinião, escrito antes de ser nomeado para o atual cargo e publicado este mês na revista do Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna, mas cujo conteúdo assume de novo, o responsável pelas Finanças da PSP defende uma estratégia de gestão policial de "Segurança Just in Time", resultado de uma "redução paulatina do efetivo, em favor do incremento significativo do capital fixo, possibilitando a melhoria das condições de trabalho dos polícias e de apoio social a um corpo de profissionais mais reduzido, qualificado e motivado". Esta posição é uma rutura com as políticas até aqui executadas. Novas admissões, mais polícias, tem sido a resposta imediata para combater a criminalidade. Mesmo o atual ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, mal tomou posse, anunciou logo um concurso para mais 300 agentes da PSP e 800 da GNR.
 por Valentina Marcelino

01/05/2012

Professor Luís Maia acusa PSP de agressão


O professor universitário, psicólogo e comentador televisivo Luís Rebelo Maia acusa dois agentes da PSP, que estavam fora de serviço, de o terem espancado num bar em Unhais da Serra, Covilhã. Terá testemunhas do crime, domingo de madrugada, e fala em vingança. A PSP tem outra versão e desmente as agressões.
O professor de 40 anos estava a participar num concurso de karaoke no estabelecimento, a convite do proprietário. E segundo contou ontem Luís Maia ao CM, à saída do bar, pelas 00h45, foi "abordado e insultado por um indivíduo visivelmente embriagado". O professor diz ter reagido "de forma educada" e, quando já se encontrava de saída, diz ter sido agarrado por outros dois homens que continuaram os insultos e partiram logo para agressões.
"Eles começaram a dar-me murros e pontapés dentro do bar e continuaram já no exterior do estabelecimento", diz a vítima, especialista em neuropsicologia, que pediu aos responsáveis do bar para chamarem a GNR.
Os militares chegaram e identificaram os agressores como sendo agentes da PSP da Covilhã. Luís Maia diz que a principal motivação para as agressões dos polícias terá sido "uma vingança pessoal relacionada com a actividade clínica e de comentador televisivo", porque, recorda, "no final das agressões um deles disse: ‘da próxima vez que fores à TVI vais ver o que te acontece’".
O psicólogo, que comenta frequentemente casos de criminalidade no programa da manhã ‘Você na TV’, não sabe que comentário originou a vingança.
O porta-voz da PSP desmente Luís Maia. "A confusão começou quando ele foi eliminado do karaoke. Não gostou e começou a travar-se de razões com a organização. Criou mau ambiente e os agentes viram-se na obrigação de o escoltar até à saída sem o agredirem", diz Paulo Flor.
PERFIL
Luís Rebelo Maia, 40 anos, é docente do Departamento de Psicologia e Educação da Universidade da Beira Interior, neuropsicólogo clínico e forense e graduado em ciências Médico--Legais. Já publicou vários livros sobre educação e abusos sexuais. Colabora com polícias de investigação criminal e um canal televisivo, TVI.

VOCÊ NA TV: NEUROPSICÓLOGO ACUSA PSP DE AGRESSÃO - (VÍDEO)


Manuel Luís Goucha - TVI | Facebook

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O criminologista Barra da Costa já está em estúdio para comentar o caso do neuropsicólogo Luís Maia, que acusa a PSP de agressões.