23/03/2012

Bancária do Fundão na rede que extorquia dinheiro


Vítimas eram seduzidas e depois alvo de ameaças que as levavam a entregar dinheiro. Caso começou com cinco arguidos, mas foram acusadas 10 pessoas. Dois vivem no Fundão e um é PSP
JANETE Pires, a brasileira acusada de liderar uma associação criminosa que ganhava dinheiro através de burla e extorsão, tinha a ajuda de uma funcionária bancária do Fundão. Esta é a principal novidade que resulta do despacho de acusação emitido pelo Ministério Público da Covilhã, que acabou por acusar mais cinco pessoas do que aquelas que foram detidas em setembro, quando a rede foi desmantelada pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). Os restantes são o proprietário e funcionários de uma escola de condução de Moncorvo.
Recorde-se que em setembro, ao tribunal, apenas, foram presentes, Ricardo Madaleno, funcionário autárquico na Covilhã, Janete Pires, Francisco Casteleiro, agente da PSP da Covilhã e residente no Fundão que alegadamente indicava as vítimas, Maria Alcina Pinheiro, ex-funcionária no GIR do Rodrigo e Mário Serrano, desempregado natural de Peraboa.
Contudo, já nessa data, o SEF tinha grandes suspeitas de que a rede tivesse mais elementos. A investigação haveria de confirmá-lo, implicando a fundanense Isabel Gregório. A esta fundanense que trabalha há mais de uma década na Caixa Geral de Depósitos cabia, alegadamente, a tarefa de fechar os olhos às assinaturas falsas dos documentos que Janete Pires e Maria Alcina apresentavam naquela instituição bancária para movimentar dinheiro que pertencia aos lesados.

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