03/11/2011

Forças de segurança decidem hoje se participam na manifestação de 12 de Novembro

Protesto da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública
A Comissão Coordenadora Permanente dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança reúne-se hoje para decidir se participa na manifestação de 12 de Novembro da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública.
Os representantes sindicais vão fazer uma avaliação das decisões do actual Governo
Na reunião, os representantes sindicais das forças e serviços de segurança vão fazer uma avaliação das decisões do actual Governo para o sector e definir uma eventual participação na manifestação de 12 de Novembro, disse o secretário nacional da Comissão Coordenadora Permanente (CCP) dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança.

Paulo Rodrigues adiantou que caso seja decidido participar na manifestação será a primeira vez que os polícias vão marcar presença num protesto organizado pela Frente Comum. O responsável salientou que a CCP está também a ponderar realizar ainda este ano outras acções de luta.

Desde que a CCP organizou, em Setembro, uma manifestação e entregou ao ministro das Finanças um documento com as principais reivindicações do sector não houve grandes mudanças, referiu Paulo Rodrigues, que é também presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP). Segundo o sindicalista, apenas “foram ultrapassados” alguns problemas na PSP e GNR, com a integração de 16.146 elementos das duas forças de segurança nas novas tabelas remuneratórias, mas as soluções ficaram “aquém do que estava a ser reivindicado”.

Os membros da PSP e GNR querem que todos os elementos sejam colocados nas novas tabelas salariais, que entraram em vigor em Janeiro de 2010, e contestam a integração dos subsistemas de saúde das forças de segurança no Serviço Nacional de Saúde.

Os representantes sindicais das forças e serviços de segurança têm hoje também uma reunião com as organizações representativas dos militares das Forças Armadas, designadamente a Associação de Oficiais das Forças Armadas, Associação Nacional de Sargentos e Associação de Praças. Paulo Rodrigues adiantou que “para já” não está prevista qualquer acção de protesto em conjunto com os militares, servindo apenas a reunião para troca de opiniões. 

A CCP é constituída pela Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/PSP), Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR), Associação Sócio-Profissional da Polícia Marítima (ASPPM), Sindicato Nacional dos Guardas Prisionais (SNGP), Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SCIF-SEF) e Associação Sindical dos Funcionais da ASAE.

Os guardas prisionais e os elementos da Polícia Marítima exigem alteração aos estatutos profissionais, o sindicato que representa os inspectores da ASAE pretende que seja criado um estatuto profissional, tendo em conta que não existem “regras” na classe.

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